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Saiba por onde andam 10 ex-top 50 que sumiram
13/12/2019 às 11h11
Felipe Priante

Bastante exigente, o circuito da ATP costuma ser implacável com aqueles que baixam um pouco seu nível ou amargam afastamentos por causa de lesão. Alguns conseguem dar a volta por cima mais rapidamente, outros demoram um pouco mais e alguns nunca mais conseguem recobrar seu melhor tênis. Até mesmo nomes de ponta sofrem para se recuperar, como aconteceu com o suíço Stan Wakrinka, que levou oito meses para retornar ao top 50. 

Um exemplo brasileiro é o do brasileiro Thomaz Bellucci, que foi 21 do mundo, mas não teve uma boa temporada em 2019 e terminou o ano na modesta 324ª colocação. Contudo, o canhoto de Tietê afirmou estar confiante de que possa dar a volta por cima no próximo ano. Assim como eles, alguns jogadores vivem momento de baixa e estão sumidos do grande público, buscando também uma volta triunfal. 

Na busca pelo paradeiro dos esquecidos, TenisBrasil foi atrás de 10 nomes que já viveram dias melhores e que atualmente lutam para reencontrar o tênis de antigamente. Enquanto alguns apenas sofrem com fases ruins, outros batalham contra lesões e buscam estar bem fisicamente para tentar jogar uma temporada completa. E ainda há os que resolveram se dedicar exclusivamente às duplas. 

Alexandr Dolgopolov (31 anos) 

Afastado do circuito há mais de um ano, o ucraniano de um tênis nada ortodoxo não tem jogado desde o Masters 1000 de Roma de 2018. Ex-número 13 do mundo, ele enfrentou uma série de problemas físicos e passou neste ano por uma segunda operação no punho direito. Dolgopolov pretendia voltar no ATP de Doha, mas teve lesão na perna que adiou seus planos. Mesmo assim, está na lista do Australian Open

 
 
 
 
 
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Работа кипит!) А тем временем, Украина-Венгрия 1-0👏🏻💪🏻

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Andrey Golubev (32 anos) 

Sua temporada começou apenas em abril e não foi das mais movimentadas. Largou em 2019 ocupando a 600ª colocação e atualmente é apenas o 744º do mundo, tendo já figurado no 33º posto. O cazaque jogou futures (10 vitórias e 4 derrotas) e challengers (2 vitórias e 9 derrotas), conquistou o título no US$ 15 mil de Almaty e teve resultados melhor nas duplas (167º do mundo), fazendo seis finais e vencendo quatro títulos (challengers de Istambu e Nur-Sultan, no ITF de US$ 25 mil de Appiano e no ITF de US$ 15 mil de Almaty).  

Donald Young (30 anos) 

O canhoto norte-americano fui um juvenil de sucesso e em 2007 conquistou o título de Wimbledon em seu último ano antes de se dedicar ao tênis profissional. Ele teve dois vices em ATP e chegou a ocupar o 38º lugar no ranking, mas atualmente é apenas o 232º do mundo. Young começou 2019 na 248ª posição, jogou praticamente apenas challengers, fazendo três semifinais. Também se arriscou nos qualis do Australian Open, Roland Garros, Wimbledon, US Open, Delray Beach, Atlanta e Washington, furando apenas o último deles para logo em seguida cair na primeira rodada. 

Jack Sock (27 anos) 

Depois de brilhar em 2017, quando conquistou três títulos, um deles o Masters 1000 de Paris, e alcançou o top 10 (ocupando o 8º lugar), Sock não repetiu o desempenho nos anos seguintes e despencou. Em 2018, perdeu rendimento e terminou na 105ª colocação, mas foi em 2019 que veio a queda vertiginosa. Uma lesão no polegar da mão direita o afastou do circuito de fevereiro a julho e atrapalhou seu ano. 

O norte-americano fechou a temporada sem uma vitória sequer em torneios válidos pelo ranking: perdeu os quatro jogos que fez em nível ATP e os três em challenger. O solitário triunfo veio na Laver Cup contra o italiano Fabio Fognini, mas não o impediu de ficar sem ranking no fim do ano. De consolo, apenas as 11 vitórias nas duplas (terminando o ano em 119º) e o anúncio do noivado com a modelo norte-americana Lauren Little. 

 
 
 
 
 
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I will never be able to get over how unforgettable this day was ❤️💍 still can’t believe I get to spend forever with my other half and now you can read how it all went down on @howtheyasked. Linked in my story

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Jared Donaldson (23 anos) 

Mais jovem da lista, Donaldson teve uma boa escalada no ranking durante o ano passado e chegou a ser o 48º do mundo, mas vai terminar a temporada na 719ª colocação, depois de começar na 115ª. Disputou apenas três torneios no ano, caiu na estreia em Delray Beach e no challenger de Indian Wells e venceu uma no Masters 1000 de Indian Wells, perdendo na segunda rodada para o espanhol Rafael Nadal. Logo em seguida, teve uma lesão grave no joelho, passou por cirurgia em maio e não voltou desde então. 

Jerzy Janowicz (29 anos)

Outro que beirou o top 10 e que vem sofrendo com problemas físicos nos últimos anos, Janowicz foi 14º do mundo, mas está sem ranking no momento, uma vez que não disputa uma partida oficial desde 2017; passou por um procedimento oftalmológico e duas cirurgias no joelho desde o afastamento. Semifinalista de Wimbledon em 2013, quando eliminou três top 50 e parou apenas em Andy Murray, ele pretendia voltar a competir no final de julho deste ano, no challenger de Sopot. Adiou o retorno primeiro para o challenger de Szczecin, na segunda semana de setembro, e agora tenta voltar na próxima temporada.

Jurgen Melzer (38 anos) 

O canhoto austríaco se aposentou de simples, mas mesmo assim disputou três torneios na temporada e venceu um jogo no challenger de Marbella. Por isso, o veterano jogador, que já conquistou cinco títulos individuais e foi número 8 do mundo, é agora apenas o 1.316º. Se dedicando às duplas, obteve resultados bem melhores: venceu 31 jogos e conquistou 3 títulos (Hamburgo com Olivier Marach, Marrakesh com Franko Skugor e Sófia com Nikola Mektic), fechando na 36ª posição no ranking individual de duplas. 

 
 
 
 
 
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Danke Hamburg!!!🏆#firsttitletogether #stroeck #iwts #renaultskala #lacoste

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Ryan Harrison (27 anos) 

Cotado para ter um futuro promissor quando surgiu no circuito, Harrison chegou a ocupar o 40º posto no ranking em 2017, quando conquistou seu único título, o ATP de Memphis. Ele começou a temporada no 62º lugar, mas acabou jogando pouco em 2019, venceu três e perdeu sete em nível ATP e somou dois triunfos e duas derrotas em challenger, fechando o ano na 311ª colocação.  

Teymuraz Gabashvili (34 anos) 

Ex-número 43 do mundo, o russo começou a temporada na modesta 371ª posição e até acabou subindo um pouco no decorrer do ano, mas não o suficiente para sequer levá-lo de volta ao top 300. Gabashvili jogou apenas challengers (29 vitórias e 26 derrotas) e futures (16 vitórias e 10 derrotas) em 2019, teve como destaque o vice no US$ 25 mil de Kazan e terminou ocupando o 306º lugar no ranking. 

Thiemo de Bakker (31 anos) 

Mais um que já não largou na temporada com ranking bom (243º) e viu sua situação só piorar ao decorrer de 2019, caindo para o atual 511º posto, bem abaixo da melhor colocação que já alcançou (40ª), em julho de 2017. O holandês teve apenas um jogo na ATP, foi convidado na grama de s-Hertogenbosch e caiu logo na primeira rodada. Jogou challengers e tentou quali de Roland Garros e Wimbledon, perdendo na estreia em ambos. Terminou o ano com título no future de US$ 25 mil de Santa Margherita Di Pula. 

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