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'A fama é um teste de personalidade', diz Federer
10/12/2019 às 10h59

Paris (França) - Atual número 3 do mundo, o suíço Roger Federer segue encantando os fãs de tênis com seu estilo inconfundível e carreira vitoriosa. Apesar dos 38 anos, ele mantém a competitividade e a busca pelos títulos mais importantes do circuito. Em entrevista ao Le Parisien, o tenista da Basileia falou um pouco mais sobre o seu lado humano e as relações interpessoais que vive dentro e fora do circuito.

Federer sabe que um tenista profissional de seu nível acaba vivendo em uma bolha. “É uma situação difícil, especialmente para os jovens. De repente, estão cercados por agentes, patrocinadores e ganham muito dinheiro. Se vêm de famílias humildes, é um teste real. Vivemos em uma bolha e gosto de entrar porque me divirto, mas também gosto de sair porque prefiro ficar em casa. Ver você no centro das atenções é um teste de personalidade", disse o suíço.

“Ainda me pergunto como é ter uma vida normal. Vivemos na loucura do circuito, mas sei que essa não é a realidade e não deveria ser. Minha esposa e eu adotamos uma abordagem para que nossos filhos tenham uma vida normal. Assim que saio do estádio, deixo o atleta para trás. Uma vez em casa, não me vejo mais como o conhecido tenista”, acrescentou o dono de 20 títulos de Grand Slam.

O suíço afirma preferir ser lembrado mais pela personalidade do que pelas conquistas. “Gostaria apenas digam que eu era uma boa pessoa, e que fui bom e ajudei o circuito. Espero receber esse tipo de respeito”, comentou o atual número 3 do mundo, que mais uma vez foi questionado sobre a aposentadoria, dizendo que cada jogador tem o seu tempo para definir quando é a hora de virar a página. “Eu sei que as pessoas pensam que minha carreira deve terminar perfeitamente, mas se eu quisesse um fim idílico, já teria me aposentado várias vezes”, observou Federer.

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