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Os fatos que marcaram o tênis brasileiro em 2019
02/12/2019 às 15h21

Brasil Open teve sua última edição no circuito da ATP e será um challenger em 2020

Foto: Marcello Zambrana/DGW
Mário Sérgio Cruz

2 de fevereiro - Derrota para a Bélgica na Davis
Mesmo jogando em casa e diante de uma Bélgica desfalcada de seus nomes mais experientes, como David Goffin e Steve Darcis, o Brasil foi derrotado no qualificatório mundial da Copa Davis. Os belgas venceram por 3 a 1 a série disputada no Ginásio Sabiazinho, em Uberlândia. Após o resultado, João Zwetsch deixou o cargo de capitão da equipe brasileira na Davis. Ele estava na função há nove anos.

27 de fevereiro - Bia supera a número 4 do mundo Sloane Stephens
Beatriz Haddad Maia comemorou sua primeira vitória contra uma das dez melhores do mundo. Em jogo válido pelas oitavas de final do WTA de Acapulco, disputado em quadras de piso duro, Bia marcou um duplo 6/3 contra a norte-americana Sloane Stephens, então quarta colocada e campeã do US Open em 2017.

A última vez que uma brasileira havia superado uma top 10 havia sido em julho de 1989, quando Andrea Vieira derrotou a décima colocada Conchita Martinez no saibro francês de Arcachon. Dadá Vieira também era responsável pela última vitória de uma atleta nacional sobre top 5, ao derrotar a tcheca Helena Sukova, então número 5, em maio do mesmo ano, no saibro de Hamburgo.

15 de março - Troca de comando na Davis: Jaime Oncins assume
O escolhido para substituir Zwetsch foi Jaime Oncins, que fez história na Copa Davis como jogador, defendendo o Brasil por mais de 11 anos e disputando as semifinais em 1992 e 2000. Sua estreia como capitão foi no confronto contra Barbados, disputado em setembro, na cidade catarinense de Criciúma. A equipe nacional confirmou o favoritismo, vencendo a série por 3 a 1. Em 2020, o Brasil terá a difícil missão de enfrentar a Austrália fora de casa.

6 de abril - Feijão é suspenso das competições
O paulista João Souza, o Feijão, foi suspenso do tênis profissional pela Tennis Integrity Unit (TIU). Historicamente, a entidade trata de casos relacionados ao mercado de apostas e manipulação de resultados. Um dia depois de o site da TIU divulgar o comunicado oficial referente à suspensão do tenista, a pena foi revogada e ele retornou ao circuito. Mas a suspensão voltou a valer no dia 18 de abril. Feijão ainda aguarda julgamento para a definição do período em que ele ficará afastado.

25 de abril - Grave lesão de Thomaz Bellucci
Thomaz Bellucci sofreu uma lesão no tornozelo esquerdo durante o challenger de Francavilla na Itália. Diferentemente dos primeiros prognósticos apresentados, que indicavam uma recuperação rápida, Bellucci acabou ficando fora do circuito por dois meses. Em entrevista ao TenisBrasil, o ex-número 21 do mundo acredita que teve "uma das lesões mais graves de sua carreira".

27 de maio - Soares troca de parceiro
O ciclo vitorioso de Bruno Soares ao lado do britânico Jamie Murray chegou ao fim em maio. O mineiro anunciou que a parceria seria desfeita após Roland Garros. Juntos, Soares e Murray conquistaram dois Grand Slam, o Australian Open e o US Open de 2016, e faturaram dez títulos de ATP. Depois disso, o mineiro ainda venceu o ATP 250 de Stuttgart ao lado de John Peers e o Masters 1000 de Xangai com Mate Pavic, seu atual parceiro.

2 de julho - Bia elimina Muguruza em Wimbledon
Depois de ter passado por um qualificatório de três rodadas em Wimbledon, Beatriz Haddad Maia estreou na chave principal contra Garbiñe Muguruza e venceu a espanhola, ex-número 1 do mundo e campeã do torneio em 2017, por duplo 6/4. Bia, então 121ª colocada, voltava ao top 100 com o resultado. Já Muguruza ocupava a 27ª posição na época. A canhota paulista perderia na rodada seguinte para a britânica Harriet Dart.

15 de julho - Monteiro volta ao top 100
Número 1 do tênis brasileiro, Thiago Monteiro conseguiu voltar ao grupo dos cem melhores do mundo em julho. O canhoto cearense de 25 anos havia furado os qualis de Roland Garros e Wimbledon para assumir a 88ª posição. Ele não aparecia entre os cem melhores do mundo desde fevereiro de 2018. Monteiro conquistou três títulos de challenger no ano, em Punta del Este, Braunschweig e Lima e terminou a temporada na 89ª colocação. A melhor marca de sua carreira é o 74º lugar.

23 de julho - Bia é suspensa do circuito por doping
Justamente quando vivia um bom momento no circuito, Beatriz Haddad Maia precisou ser afastada das competições. A Federação Internacional de Tênis (ITF) suspendeu preventivamente a número 1 do Brasil e então 91ª do mundo depois que ela testou positivo para duas substâncias anabolizantes, SARM S-22 e SARM LGD-4033.

Segundo a ITF, o teste de urina foi feito durante o torneio de Bol, na Croácia, no dia 4 de junho. A contraprova confirmou o resultado inicial. Semanas depois, foi divulgado o resultado do teste feito durante Wimbledon, que deu negativo. Bia continua afastada do circuito e deverá conhecer em breve a data do seu julgamento.

4 de agosto - Menezes é medalhista de ouro em Lima
O mineiro João Menezes conquistou a medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos, em Lima. Ele venceu na final o chileno Marcelo Tomas Barrios Vera por 7/5, 3/6 e 6/4. O resultado deixa o mineiro muito perto de garantir vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Para isso, ele só precisa se manter no top 300 do ranking até o dia 8 de junho de 2020. Lembrando que Menezes também deu um bom salto no ranking ao longo da temporada. Ele iniciou o ano no 398º lugar e aparece na 191ª posição, além de ter vencido seu primeiro challenger em Samarkand, no Uzbequistão. Outra medalha brasileira em Lima veio com Carolina Meligeni Ales e Luisa Stefani, que ficaram com o bronze nas duplas femininas

9 de setembro - Diego Matos é banido do esporte
O jogador de 31 anos Diego Matos foi banido do esporte e multado em US$ 125 mil pela Tennis Integrity Unit (TIU). A investigação concluiu que Matos manipulou os resultados de dez partidas disputadas ao longo do ano passado em torneios de nível future. O gaúcho, que já estava suspenso provisoriamente desde o ano passado, também foi considerado culpado de não cooperar com a investigação, já que não teria fornecido seu telefone celular para a perícia e nem apresentado registros de movimentações financeiras.

28 de setembro - Stefani vence 1º WTA nas duplas
Luisa Stefani conquistou o título de duplas no WTA de Tashkent. A brasileira e sua parceira norte-americana Hayley Carter venceram a eslovena Dalila Jakupovic e a norte-americana Sabrina Santamaria por 6/3 e 7/6 (7-4). Foi o primeiro título na elite do circuito para a paulistana de 22 anos. Com bons resultados ao longo da temporada, ela chegou ao 67º lugar do ranking, tornando-se a brasileira com a melhor colocação na modalidade.

3 de novembro - Wild vence primeiro challenger
Pela primeira vez na carreira o paranaense Thiago Wild conquistou um challenger. O maior título da carreira do jovem tenista veio em Guayaquil, com uma vitória por 6/4 e 6/0 sobre o boliviano Hugo Dellien. Aos 19 anos e sete meses, Wild se tornou o quarto brasileiro mais jovem a ganhar um título de challenger e o atleta nacional mais novo a vencer um torneio deste porte no exterior.

10 de novembro - Melo disputa o Finals pela sétima vez seguida
Marcelo Melo fez mais uma temporada bastante consistente no circuito de duplas, atuando ao lado do polonês Lukasz Kubot. Embora a parceria tenha vencido apenas um título, em Winston-Salem, eles também foram finalistas em Indian Wells, Halle, Pequim, Xangai e Viena. Com isso, o mineiro de 36 anos terminou a temporada no sétimo lugar do ranking e disputou o ATP Finals pela sétima vez seguida.

19 de novembro - Brasil Open sai do calendário da ATP
A ATP anunciou no fim de novembro que Santiago irá substituir São Paulo no calendário de elite do circuito mundial. Dessa forma, o Chile voltará a receber um ATP depois de seis anos. Já o Brasil Open, que era disputado na capital paulista desde 2012 e que antes acontecia na Costa do Sauípe, irá se tornar um challenger e será disputado em novembro de 2020.

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