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Zormann será técnico de Orlandinho por 1 semana
26/11/2019 às 08h00

Zormann disputou a chave duplas no future de Ribeirão Preto ao lado de Luis Britto

Foto: João Pires/Fotojump
Felipe Priante

Afastado do circuito profissional desde o segundo semestre do ano passado, lutando para superar um quadro de depressão, o paulista Marcelo Zormann não se desligou totalmente do tênis. Embora não esteja mais jogando, ele se manteve em contado com o esporte não apenas dando aulas, mas montando uma academia ao lado da namorada. Em entrevista para TenisBrasil, Zormann falou não apenas do que tem feito desde a pausa no tênis profissional, mas também seus planos para o futuro.

“Independente de tudo que aconteceu, nunca peguei raiva pelo esporte. Gosto muito de estar na quadra e de ajudar os meninos, mesmo em aula social. Tem sido uma experiência muito bacana. Eu não saí do tênis, quando decidi parar já sabia que seria assim”, afirmou o paulista de 23 anos, que não descarta um retorno ao circuito.

Porém, Zormann explica que essa não é uma prioridade no momento. “Meu foco nesse momento é em montar a academia e só depois pensar em voltar”, contou. Ele também revelou que nesta semana irá atacar de técnico do gaúcho Orlando Luz, com quem conquistou o título juvenil de duplas em Wimbledon 2014, sendo convidado pelo amigo para estar ao seu lado durante a disputa da Maria Esther Bueno Cup, que vale um convite na chave principal do Rio Open.

Veja a entrevista completa com Zormann feita segunda edição do Pro-Am de Tênis JHSF:

 
 
 
 
 
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Hoje é aniversário dessa feraa ai meu!!! Parabens Light!!! Felicidades, muita saude, paz, conquistas, sucesso e sabe que te desejo tudo de melhor sempre e sempre que precisar mesmo longe estamos perto, um forte abraço irmão, tamo junto sempre!!! 👏🏽✌🏽💪🏽😍💙

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O que você tem feito desde que você anunciou a pausa no circuito? Como está sua vida atualmente?

Eu não saí do tênis, quando decidi parar já sabia que seria assim. Estou dando aulas e montando uma academia de tênis em Paulínia, no interior de São Paulo, perto de Campinas, junto com minha namorada e a família dela. Além das aulas, também montamos uma pequena equipe de competição. Também fui convidado para ajudar na organização agora do Pro-Am, do challenger de Campinas e do future de São Paulo pelo Instituto Sports. Estar em ambiente de torneio foi ótimo, deu para relembrar os momentos em que eu jogava.

Há alguma chance de te vermos de volta ao circuito?

Tem chance sim de voltar, é uma coisa que eu penso bastante. Mas meu foco nesse momento é em montar a academia e só depois pensar em voltar. Sei que fazer isso saindo do zero de novo é um caminho muito difícil.

Como surgiu essa ideia de montar uma academia?

Minha namorada e o seu irmão já tinham esse projeto de montar uma academia na cidade deles, pois não tinha nada por lá. Logo que parei eles encontraram o terreno para a construção e me convidaram para fazer parte do negócio. Acabei aceitando e estamos lá agora. O começo é bem complicado, mas estamos indo bem. Temos quatro quadras de tênis e seis de beach-tennis.

Além de dar aulas, qual seu envolvimento com esse projeto?

Eu tenho ajudado um pouco com tudo, como a grana é curta temos que participar até da construção da academia. No mês passado tivemos que refazer a drenagem de uma das quadras, que não tinha ficado muito boa, e precisamos cavar todo um buraco ao lado da quadra. Foi bem duro.

Você havia falado que gostaria de retomar os estudos. Conseguiu levar isso adiante?

Terminei o ensino médio e estou esperando o diploma para poder dar entrada em uma faculdade. Por um lado, foi bom porque no momento não iria conseguir conciliar as questões da academia com os estudos. Minha ideia é ir mais para esse lado de marketing e mídias sociais. Apesar de ser um pouco tímido, acho que consegui me soltar.

Além da academia, quais os seus planos para o futuro? O tênis tem te ajudado nesse processo de recuperação?

Independente de tudo que aconteceu, nunca peguei raiva pelo esporte ou deixei de gostar dele. Gosto muito de estar na quadra e de ajudar os meninos, mesmo em aula social é muito legar ver a evolução do aluno. Tem sido uma experiência muito bacana. Além disso, fui convidado pelo Orlandinho para estar ao seu lado na Maria Esther Bueno Cup como seu treinador.

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Suzana Silva