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Piqué volta a alfinetar ausência de Federer na Davis
20/11/2019 às 15h10

Madri (Espanha) - Mais uma vez Gerad Piqué alfinetou a ausência do suíço Roger Federer na reformulada Copa Davis. Em entrevista para o Marca, o jogador de futebol e um dos responsáveis pela mudança no formado da mais tradicional competição entre nações do tênis mundial falou um pouco sobre suas primeiras impressões do evento e do que pensa para o futuro.

“Estou tentando cuidar de todos os detalhes, mas meu trabalho não me permite ficar o tempo que eu quiser. Tenho que adaptar o calendário aos meus treinos, porque é o meu trabalho e é a coisa mais importante”, disse o zagueiro do Barcelona, lamentando o fato de não poder acompanhar de tão perto a primeira edição da chamada fase final da Davis que acontece nesta semana em Madri.

Piqué acredita que o evento seguirá na capital espanhola por mais um ano, mas já adiantou que depois deverá rodar o mundo. “A Copa Davis pertence a todas as federações e, portanto, a cada dois ou três anos tem que mudar. Madri sabe disso e mesmo assim mostrou interesse em receber a competição por mais um ano”, afirmou o futebolista.

“Existem muitos países e cidades interessados. O Japão, com Tóquio, que terá os Jogos em 2020, mostrou interesse; Nova York, nos Estados Unidos; Argentina. Não será apenas uma questão de dinheiro. Com a ITF, valorizaremos outras coisas para que a concorrência continue a crescer”, acrescentou Piqué.

O zagueiro do Barça mais uma vez criticou o posicionamento de Federer, contrário ao novo modelo da Davis. “Entendo seu ponto de vista e tento entender as razões. Ele tem sua competição, que é a Laver Cup, uma exibição muito bem organizada. Vejo a Copa Davis como uma competição que é algo diferente porque o tem 119 anos de história”.

Sobre a concorrência dentre a Davis e a ATP Cup, que será lançada no começo de 2020, Piqué falou que já há conversas para ver como será no futuro. "Quem organizava o torneio por países era a ITF e a ATP se envolveu. Estamos buscando uma aproximação maior, mas como o presidente (Chris) Kermode irá sair no fim do ano a negociação não foi fácil. Com o novo presidente, as coisas estão indo melhores”, finalizou.

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