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Ex-top 5, Cibulkova encerra a carreira aos 30 anos
12/11/2019 às 14h11

Cibulkova foi número 4 do mundo, finalista do Australian Open e campeã do WTA Finals

Foto: Divulgação

por Mário Sérgio Cruz

A carreira profissional de Dominika Cibulkova chegou ao fim. Ex-número 4 do mundo e vencedora de oito torneios da WTA, a eslovaca de 30 anos fez o anúncio oficial nesta terça-feira, durante o lançamento de sua autobiografia 'Tennis is my life', embora já estivesse afastada das competições desde maio, quando perdeu na primeira rodada de Roland Garros.

"Não foi uma decisão tomada da noite para o dia. Foi um processo longo", disse Cibulkova, em entrevista ao site da WTA nesta terça-feira. "Eu já estava convencida quando joguei contra a [Victoria] Azarenka, em Miami, que aquela poderia ser minha última partida".

"Então conversei com meu treinador e ele me lembrou: 'Você prometeu jogar a Fed Cup, para poder dizer adeus aos seus torcedores na Eslováquia'", comenta a eslovaca, que enfrentou o Brasil pela Fed Cup em abril. "Tínhamos o plano de jogar até Roland Garros, mas depois não anunciaria oficialmente. Queria aproveitar o verão, cuidar de mim e tirar um tempo de folga antes de ver como eu me sentia. Foi um longo processo".

Cibulkova conquistou seu troféu mais importante no WTA Finals de 2016. Na ocasião, ela só havia vencido um jogo na fase de grupos, diante de Simona Halep, e perdido para Angelique Kerber e Madison Keys. Ainda assim, a eslovaca conseguiu se classificar com a segunda vaga na chave, derrotou Svetlana Kuznetsova na semi e conseguiu a revanche contra Kerber, então número 1 do mundo, na final.

O melhor resultado de Cibulkova em um Grand Slam foi no Australian Open de 2014, quando ela foi finalista e perdeu a decisão para a chinesa Na Li. A eslovaca também tem uma semifinal de Roland Garros em 2009, então com apenas 20 anos, e alcançou as quartas em outras seis ocasiões, três delas em Wimbledon.

Em que se os 1,61m de altura, Cibulkova conseguia se manter competitiva na elite do circuito, muito por conta de seu estilo de jogo agressivo e da potência de seus golpes com o forehand. Em diversos momentos de sua carreira, falou em entrevistas que era considerada "muito pequena para jogar" quando era mais jovem.

Nos últimos anos, sofreu com lesões, especialmente no tendão de aquiles, e já não tinha mais tanto peso de bola. Com isso, precisou adaptar seu estilo de jogo e ser um pouco mais conservadora do fundo de quadra. Os resultados já não acompanhavam o nível de antes e ela conseguiu apenas quatro vitórias na atual temporada. Ela aparecia apenas no 315º lugar do ranking.

Em sua carreira profissional, Cibulkova acumulou 450 vitórias e 299 derrotas em partidas de simples no cicuito. Sua premiação em dinheiro foi de US$ 13,725 milhões. Além de seus oito títulos no circuito, disputou outras treze finais. Nas duplas, jogou três finais na grama de 's-Hertogenbosch e ganhou um título em 2017. Ela participou de duas Olimpíadas, em 2008 e 2012.

Último jogo foi também a despedida de Safarova
Curiosamente, o último jogo de Cibulkova acabou sendo também a despedida de outra ex-top 5, a canhota tcheca Lucie Safarova, que foi sua parceira de duplas em Roland Garros. Elas pederam para a norte-americana Sofia Kenin e a alemã Andrea Petkovic por 6/4 e 6/0. Em simples, a eslovaca perdeu na estreia para a bielorrussa Aryna Sabalenka por 7/5 e 6/1.

"Foi estranho porque ninguém de fora da minha equipe sabia que aquele seria o meu último torneio. Naquele momento, eu tinha 100% de certeza. Eu não estava duvidando ou pensando 'talvez sim, talvez não'. Eu sabia o que eu queria fazer. E que aquele era o meu último torneio. Fui para casa e fiquei feliz com minha decisão. É realmente difícil, mas depois você se sente mais livre".

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