Notícias | Dia a dia | ATP Finals
Para Djokovic, nervosismo do rival facilitou estreia
10/11/2019 às 16h01

Djokovic cedeu apenas três games contra o número 8 do mundo Matteo Berrettini

Foto: Divulgação

Londres (Inglaterra) - Depois de vencer com tranquilidade sua partida de estreia no ATP Finals, Novak Djokovic acredita que o nervosismo do italiano Matteo Berrettini facilitou seu caminho neste domingo. Enquanto o sérvio de 32 anos é pentacampeão do Finals e participa da competição pela 12ª vez, o jovem italiano de 23 anos e número 8 do mundo nunca havia disputado o torneio.

"Eu sabia que ele ficaria um pouco mais nervoso no começo e eu queria usar isso para abrir vantagem o mais rápido possível", disse Djokovic após a vitória por 6/2 e 6/1 sobre Berrettini em 63 minutos de partida. "Ele tem grandes armas com o saque e o forehand, mas eu consegui ser muito sólido desde o começo do jogo".

"Ele falhou em uma direita relativamente fácil e me deu a chance de já conseguir a quebra de serviço. Mais tarde, comecei a ler muito bem o saque dele, me posicionando bem na quadra. Estou muito feliz com a forma como joguei hoje, especialmente no final da partida", comenta o sérvio, que conseguiu cinco quebras de serviço e só perdeu um game de saque.

Djokovic recordou sua primeira participação no Finals, quando foi eliminado ainda na fase de grupos e sem vitórias numa chave com Rafael Nadal, David Ferrer e Richard Gasquet. "Foi em 2007, em Xangai. Acho que perdi todos os três jogos. Eu estava com Nadal e Ferrer, mas não me lembro quem era o outro jogador. Na época, eu estava feliz por estar lá, por fazer parte da elite do tênis, era um novo ambiente para mim. Mas é muita pressão mental, porque você sabe que precisa fazer o seu melhor".

O número 2 do mundo comentou sobre algumas expressões negativas que teve em quadra, mesmo quando já estava liderando a partida. "Ao longo da minha carreira, sempre tentei aperfeiçoar meu jogo. E às vezes, no calor do momento, você fica frustrado com certas coisas, independentemente do resultado. Às vezes, eu me preocupo mais com a execução de certas tacadas ou táticas do que com o placar".

Outro assunto inevitável na entrevista de Djokovic foi o iminente duelo com Roger Federer pela fase de grupos do Finals. A partida contra o suíço acontecerá ou na terça ou na quinta-feira. O último encontro entre eles foi a histórica final de Wimbledon deste ano, vencida pelo sérvio depois de salvar dois match points, em batalha de quase cinco horas.

"Acho que esse jogo não vai afetar o Roger, porque a experiência e a força mental dele não têm precedentes", disse Djokovic, que tem 26 vitórias e 22 derrotas contra Federer no circuito. "Ele é um dos melhores da história e sua capacidade de se recuperar após duras derrotas sempre foi fenomenal. Eu tenho muito respeito por ele. Entendo que, independentemente da idade ou do piso, Federer sempre fará o seu melhor".

Comentários