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Errani ignora críticas e adota saque por baixo
05/11/2019 às 17h15

Errani já tinha dificuldades para sacar mesmo quando era top 5 no ranking mundial

Foto: Arquivo

Assunção (Paraguai) - Ex-número 5 do mundo, finalista de Roland Garros em 2012 e vencedora de todos os quatro Grand Slam em duplas, a italiana Sara Errani continua em atividade e segue tentando recuperar espaço na elite do circuito disputando torneios menores. Depois de alcançar uma final no ITF W60 de Assunção na semana passada, Errani utilizou as redes sociais para falar sobre o apoio e as críticas que recebeu.

Atualmente com 32 anos e na a posição de número 200 no ranking mundial, Errani sempre teve dificuldades para executar o saque, mesmo quando conseguia se manter em alto nível. Sofrendo com lesões nos últimos anos, além de ter cumprido dez meses de suspensão após um exame antidoping acusar a substância proibida Letrozol, a italiana tem ainda mais dificuldades para ser consistente em seu movimento de saque e adotou uma medida drástica. Agora, sempre irá "sacar por baixo".

"Acabei de jogar um torneio em Assunção, Paraguai, e perdi na final ontem. Foi uma semana realmente agradável do ponto de vista humano, mas às vezes dura sob o aspecto do tênis. Como vocês sabem, desde que voltei a jogar em fevereiro deste ano, tive grandes problemas com o saque, o que não vou discutir aqui. Como uma escolha predeterminada, durante todo o torneio preferi sacar por baixo", escreveu Errani em seu perfil no Twitter.

"Notei que, em uma semana inteira, não recebi nenhuma crítica ou reclamação sobre meu saque de qualquer pessoa presente aqui. Apenas frases de encorajamento e elogios por minha resiliência e desejo de encontrar uma solução para situações difíceis", acrescenta a vencedora de nove títulos de WTA, que agora está no Chile e disputa um ITF de US$ 60 mil no saibro de Colina.

"Mesmo nas redes sociais, onde talvez fosse mais fácil criticar ou julgar, nem mesmo um paraguaio 'me atacou'. Recebi apenas mensagens positivas. Mas na Itália, recebo continuamente críticas e vários insultos de todos os lados, obviamente por causa do meu saque. Sinceramente, acho que me preocupei demais com esses comentários e opiniões durante todos esses anos", explica a italiana, que venceu quatro jogos seguidos no torneio paraguaio até a derrota para a compatriota Elisabetta Cocciaretto na final por 6/1, 4/6 e 6/0.

"Se eu não puder sacar de cima, como a maioria das jogadoras normalmente fazem, pode ser que eu saque por baixo. E se eu não conseguir sacar por baixo, talvez eu faça outra coisa. Se você não estiver satisfeito com isso, envie uma carta à WTA solicitando que alterem as regras relativas ao saque. Ou peça diretamente para me desqualificarem do circuito por eu 'ter um saque horrível'. Se você tiver outros problemas ou solicitações especiais, envie uma carta para o Papai Noel".

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