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Murray reprova ato de Fognini: 'É contra as regras'
08/10/2019 às 15h38

Murray reclamou que o italiano gritou no meio de um ponto e não foi punido

Foto: Divulgação

Xangai (China) - Após disputar uma partida de 3h10 nesta terça-feira pela segunda rodada do Masters 1000 de Xangai, Andy Murray não estava nada satisfeito com o comportamento do rival italiano Fabio Fognini e do árbitro Fergus Murphy. O ex-número 1 do mundo reclama que o adversário gritou no meio de um ponto para tentar desestabilizá-lo e não foi punido por isso.

O incidente aconteceu quando o terceiro set estava empatado por 5/5 e Murray ouviu um barulho vindo do outro lado da quadra enquanto executava um voleio. O britânico até conseguiu ganhar o ponto, mas não gostou da atitude do adversário, que acabou vencendo o jogo com parciais de 7/6 (7-4), 2/6 e 7/6 (7-2).

Ainda dentro de quadra, Murray bateu boca com Fognini. "Você fala a mesma coisa para todo mundo e faz a mesma coisa em todo jogo, não importa contra quem você jogue". Logo depois, relatou o caso a Murphy."Quando eu fui volear perto da rede, ele gritou e ainda me disse: 'Não olhe para mim'. Ele gritou no meio do ponto". Interrompido pelo italiano durante a conversa com o árbitro, o britânico foi enfático e disse: "Cale a boca".

Após a partida, Murray explicou o caso aos jornalistas presentes na entrevista coletiva. "Eu fui fazer um voleio perto da rede e alguém fez um barulho. Eu não sabia quem tinha feito aquele e olhei na direção de onde vinha o barulho. Então, ele me disse: 'Pare de olhar para mim. Por que você está olhando para mim?'. Eu pensei: 'Bem, eu estava prestes a bater na bola e alguém fez um barulho'".

"É muito raro que alguém grite no meio do ponto. Mas ele, então, estava me dizendo para parar de olhar para ele e me disse para parar de reclamar, que era para eu ter senso de humor, porque: 'Quando você vai volear tão perto da rede, você sabe que não vai errar'. Eu sabia que não iria errar, mas eu queria saber de onde veio o barulho", comentou o britânico de 32 anos.

"Veio dele, o que ele não tem permissão para fazer. É contra as regras. Isso é um hindrance [caso de interferência na atenção do adversário]. Ele não deveria fazer isso. Mas ele me disse que eu deveria ter senso de humor sobre isso. Eu diria que naquele momento, nenhum de nós estava rindo ou brincando. Esse foi o problema que tive", acrescenta o ex-número 1 do mundo.

"Nunca tinha acontecido isso em uma partida minha, e já fiz mais de 800 jogos na minha carreira. O árbitro não dizia nada para ele, então fiquei obviamente frustrado com isso. Fabio queria mexer comigo e eu provavelmente não deveria ter deixado. Mas não quero que ele fale comigo assim na quadra", complementou o atual 289º do ranking.

Por conta de toda a polêmica, Murray não conseguiu falar muito sobre seu desempenho em quadra, mas lamentou o fato de não aproveitar as duas chances que teve de sacar para o jogo. "Acho que foi a primeira vez que eu saquei duas vezes para o jogo e não consegui vencer. Há muitas coisas em que preciso melhorar e posso fazer muito melhor. Vou embora e vou trabalhar nessas coisas e estar em uma condição melhor na próxima vez que jogar contra ele".

Fognini tentou encarar a situação com bom humor. "Quando eu disse: 'Olhe para mim', eu estava tentando ser engraçado. Não sei por que ele levou isso tão a sério", comenta o italiano, que agora espera pelo vencedor entre o russo Karen Khachanov e o norte-americano Taylor Fritz.

Este foi o oitavo confronto entre Murray e Fognini no circuito e cada um deles venceu quatro vezes. O italiano liderou a estatística de winners por 54 a 33 e terminou a partida com 51 erros não-forçados contra 31 do britânico. Cada jogador criou dez break points na partida e Murray até conseguiu um número maior de quebras, seis contra quatro de Fognini.

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