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Coria não imaginava sucesso tão grande de Federer
26/09/2019 às 12h28

Buenos Aires (Argentina) - Vice-campeão de Roland Garros em 2004, o argentino Guillermo Coria enalteceu não apenas a longevidade do suíço Roger Federer, como também destacou todo o trabalho feito, principalmente no lado mental, para que ele se tornasse um dos maiores nomes da história do tênis.

Coria também não esqueceu de salientar o desempenho do espanhol Rafael Nadal, contra quem chegou a jogar cinco vezes, com quatro derrotas e uma vitória. “O que Rafa e Roger estão fazendo nessa idade é impressionante. E falo isso com a propriedade de quem compartilhou o circuito juvenil com Federer”, disse o argentino em entrevista ao programa de rádio Cambio de Lado.

“Nunca imaginamos que ele poderia se tornar o que virou depois. O trabalho daqueles que cercaram Federer, e especialmente os que trabalharam com sua cabeça, é para dar um Prêmio Nobel por tudo o que fizeram”, acrescentou o argentino ex-número 3 do mundo, elogiando a capacidade de concentração que o suíço foi ganhando com o decorrer da carreira.

Um ano mais velho que Federer, o argentino teve três duelos com o suíço pelo circuito profissional e perdeu os três, dois deles no saibro e um no carpete. Ele também enalteceu a geração da qual fez parte, junto com nomes como o do brasileiro Gustavo Kuerten, do espanhol Juan Carlos Ferrero e do norte-americano Andy Roddick.

“Nossa geração, de Federer, Rodick, Ferrero, Guga, Nadal, estava superando todos aqueles monstros como (Andre) Agassi, (Pete) Sampras, (Yevgeny) Kafelnikov, (Mark) Phillippoussis, (Patrick) Rafter. E jovens, pois com 19 ou 20 anos já estavam derrubando todos aqueles craques”, falou Coria, que lembrou com carinho de sua vitória sobre Agassi nas quartas de final de Roland Garros em 2003.

“Para mim, foi um orgulho poder compartilhar um circuito com meu ídolo, André Agassi, também com o Marcelo Ríos, e poder enfrentá-los. Foi demais ter a possibilidade de medir forças na quadra central com André Agassi e poder vencer. Ele sofreu muito com o meu revés na paralela em cima da direita dele”, rememorou o argentino.

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