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Evangelista elogia o Simpósio e pede união
22/09/2019 às 22h41

Diego Vidal, organizador, e Marcela Evangelista, uma das palestrantes.

Foto: Nany Rodrigues

Guarujá (SP) - Marcela Evangelista foi um dos grandes nomes do 1º Simpósio Internacional de Beach Tennis realizado desde quinta-feira, no Guarujá. Ela deu palestra na noite de sábado no Auditório do Hotel Delphin e na manhã deste domingo, em quadra montada na praia da Enseada.

Evangelista foi tenista profissional. Depois passou a treinadora, antes de enfim passar para o beach tennis como jogadora e uma das principais técnicas. Desde 2014, tornou-se referência no esporte, capacitando técnicos e professores do beach tennis nacional, através de sua empresa Crab.

Marcela, que implementou o beach tennis em vários clubes e academias de São Paulo, destacou a importância do Simpósio. "Ver um evento desse porte e com esse objetivo é muito legal para o beach tennis. Vivemos um momento muito imediatista e de certa maneira egoísta. A partir do momento que compartilhamos informações com as pessoas, isso é algo que prezo muito. Vejo a galera que veio aqui, que já esteve em outros cursos comigo, e me chamou a atenção pois eles estão investindo neles mesmos", destacou.

Marcela pregou mais união do esporte no país. "Meu objetivo era capacitar pessoas para trabalhar comigo, pois vi que tinha uma baita demanda de alunos e a oferta de professores não era condizente, falta professor no mercado. Tem espaço para todo mundo, se a gente se ajudar, vamos crescer juntos", aponta. "Todas as entidades deixam a desejar, não só a Confederação Brasileira de Tênis. O lado positivo é que elas estão se mexendo para tentar se organizar, mas falta muito ainda. Existe um egoísmo até porque o beach tennis é um esporte novo e é um egoísmo geral. Até entre os professores, que querem cuidar de todos os alunos, mas não têm horários. Tem espaço para todo mundo. Beach tennis é uma modalidade nova, não tem ninguém que pratica há 60 anos, acaba que fica uma terra de ninguém e muita gente, às vezes, quer ditar por regra própria. Existe, por exemplo, espaço para mais entidades. Temos a situação hoje que, por exemplo, se você joga evento de uma não pode jogar torneio da outra e vice-versa. Isso não é saudável."

Organizador planeja novos torneios no Guarujá - Organizador do evento, Diego Vidal comemorou a realização da 5ª Copa Smash e do Simpósio que superou as expectativas. "Infelizmente o tempo não ajudou, chuva fininha e constante. Mas o lado positivo é que passando pelo torneio, caminhando, conversando com as pessoas, vi todo mundo feliz e comentando que tinha gostado, tinha estrutura, fruta, água, lugar para sentarem confortavelmente para se abrigar da chuva, kit, camisa, toalha, coisas diferenciadas, coisas para agradar o amador, nos preocupamos com eles. Colocamos os amadores nas quadras principais com seus grupos, suas academias torcendo", destacou.

"Temos ideia de seguir com no mínimo uma etapa por ano na cidade do Guarujá. Estamos pensando no próximo Simpósio; recebi convites de gestores de points de alguns lugares querendo levar o Simpósio para outros lugares e começamos as tratativas. Tivemos um apoio grande da Prefeitura do Guarujá e isso ajudou muito para organizar e fiquei feliz por isso. O Simpósio me surpreendeu. A meta era 30 inscritos e foram quase 60, com alguns vindo de última hora. Tivemos um feedback muito bom, pessoas perguntando quando será o próximo. Quando não é bom, elas não ficam ansiosas pelo próximo. Tivemos gente do Chile, Venezuela, Argentina, Uruguai e diversos cantos do Brasil, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul."

O Simpósio contou com 12 horas de palestras dos mais variados assuntos, desde parte tática, técnica, formação de professores, parte física, psicológica, esporte para crianças, entre outros. Na quinta-feira teve mais de três horas de palestras e exercícios com o técnico da seleção brasileira, o italiano Alex Mingozzi, que tem mais de 200 títulos como jogador e é bicampeão mundial com o Brasil em 2018 e 2019, como capitão.

Diego Vidal partilha da opinião de Marcela Evangelista e também prega por mais união no beach tennis brasileiro. "É importante caminhar para uma mesma direção, entender que todos estão em um mesmo barco. Se tem uma qualidade boa de aula, as pessoas ficam no esporte, consomem mais material, trazem mais pessoas, participam de torneios. Todos estão em um mesmo barco. As pessoas que estão nas cabeças, coordenando para estar na mesma direção para o esporte crescer."

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