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Simpósio de beach tennis teve início no Guarujá
20/09/2019 às 12h18

Mais de 50 professores e técnicos posam junto com Mingozzi.

Foto: Nany Rodrigues

Guarujá (SP) - Cerca de 50 professores e técnicos de todos os cantos do Brasil, do Chile, Uruguai e Venezuela acompanharam de perto na tarde de quinta-feira o início do 1º Simpósio Internacional de Beach Tennis, na praia da Enseada, no Guarujá. Foram mais de três horas de clínicas, exercícios específicos e palestra do italiano Alex Mingozzi, um dos maiores campeões do esporte, com mais de 200 títulos no currículo, entre eles campeonatos mundiais como jogador e como técnico da seleção brasileira em 2018 e 2019 em Moscou, na Rússia.

"Tive muitas perguntas ao longo do dia, o que é muito bom, mais a clínica. Mostrei muitos exercícios novos para eles. Alguns estão começando agora no beach tennis como professores. Foi muito legal. Discutimos sobre muitos assuntos técnicos, de regras, o mais importante do encontro é esclarecer as dúvidas. Beach Tennis é um esporte muito novo no Brasil (chegou em 2008), chegam muitas notícias erradas aos treinadores e o importante é tentar ajudar", disse Mingozzi. O italiano ressaltou a importância do Simpósio como projeto pioneiro organizado pelo carioca Diego Vidal e por Osmar Júnior, natural do Guarujá.

"É uma novidade no Brasil o Simpósio e muito positivo. O lugar é muito lindo, a praia é maravilhosa, com certeza os participantes vão aproveitar muito", seguiu Mingozzi. Como treinador do Brasil, ele tem a tarefa de buscar títulos como o do Pan de Aruba, em novembro, e o tri no Mundial em 2020. "Dois títulos mundiais quando assumi, eu não esperava. Temos bons jogadores, capazes, mas vencer dois anos seguidos é algo bem difícil. O esporte está pegando de vez no Brasil, crescendo muito, o que falta é didática. São poucos bons professores, mas estamos nos mobilizando e iremos assistir a um grande crescimento nos próximos anos, alcançar grandes números", projeta Mingozzi.

Arthur Marinho, professor de Educação Física e natural de Caraguatatuba, litoral norte de São Paulo, dá aulas de beach tennis desde 2010, ano em que participou de curso ministrado por Mingozzi. Ele acompanhou o primeiro dia do Simpósio e destacou o aprendizado. "Aprendemos bastante hoje, muita especificidade, detalhes, exercícios próprios, por exemplo o da curtinha, onde o ideal é pegar no alto, entre outros." Marinho será um dos palestrantes do Simpósio e seu tema é Fisiologia no Esporte nesta sexta-feira às 17h. "Estou fazendo um trabalho em cima disso, não temos nada no Brasil e nem fora na literatura. A ideia é trazer essa parte do esporte competitivo também ao Beach Tennis".

Jorge Castro, natural de Viña del Mar, no Chile, veio ao Guarujá somente para o Simpósio e a disputa da 5ª Copa Smash. Ele veio com outros dois chilenos da cidade de Ñunez. "Nós três viemos pois no Chile só há um professor certificado, que fica em Iquique, Alex Beller. Vamos aproveitar o Simpósio para disputar o torneio. Nos serviu muito bem as aulas em quadra, ocupamos a última hora para tirar nossas dúvidas, o tema do lançamento da bola para o saque (chamado "toss") e a regra da invasão algo que estávamos em dúvida", disse Castro. No Chile, o beach tennis chegou em 2012. "É muito forte em Iquique, depois em Santiago e nós em Viña, Ñunez. Estamos buscando inserir nos clubes, associações, fundir com a Federação de Tênis para ter mais apoio", contou Jorge, que era jogador de paddle e conheceu o beach tennis através de um tenista há quatro anos. No Chile são cerca de 40 profissionais disputando competições profissionais pelo mundo e cerca de 300 praticantes nos clubes.

O Simpósio vai até o domingo e segue nesta sexta-feira no auditório do Hotel Delphin. Após a palestra de Fisiologia do Esporte com Arthur Marinho, Diego Vidal, que também é técnico, dá palestra sobre Construção Tática e Estratégica e em seguida Fabio Nutini e José Luiz abordam temas como O que é ser um jogador master e Organização e Gestão de Aulas.

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