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Nadal: 'Federer segue porque gosta muito do tênis'
11/09/2019 às 10h45

Madri (Espanha) - De volta ao seu país após conquistar seu 19º título de Grand Slam, faturando o US Open pela quarta vez em uma disputada final com o russo Daniil Medvedev, o espanhol Rafael Nadal falou com as rádios locais para detalhar a caminhada para o título em Nova York. Ele também não escapou de falar do amigo e maior rival, o suíço Roger Federer, que continua firme no circuito apesar dos 38 anos.

Para Nadal, os recordes não são a principal motivação do suíço nesta fase da carreira. “Acho que ele segue jogando porque gosta muito do tênis e não por qualquer outro motivo. Há uma competição saudável na qual todos tentam superar a si mesmos e por ter uma carreira sendo praticamente o melhor da história, claro que ele gostaria de terminar sendo aquele que mais venceu os Grand Slam”, falou o espanhol.

Agora com apenas um Slam a menos do que o suíço, Rafa explicou por que não estava muito preocupado com o que Federer e o sérvio Novak Djokovic fariam no US Open por estar do outro lado da chave. “Só poderia jogar contra Federer ou Djokovic em uma eventual final e por isso foquei no meu caminho, meu único objetivo era chegar até lá”, comentou o canhoto de Mallorca.

Questionado sobre a disputa pelo recorde de títulos de Grand Slam e também pela condição de maior de todos os tempos, Nadal preferiu se abster das comparações. “Tento não participar muito deste debate”, resumiu o espanhol, que elencou a final do US Open como uma das mais duras que já disputara, lembrando também de outros jogos que ficaram em sua memória.

“Em 2008, quando ganhei Wimbledon, foi meu primeiro título lá. Outra foi a final do Australian Open em que venci Federer, minha primeira e única conquista no torneio e vindo de uma dramática semifinal contra o Verdasco. Acho que a decisão em que perdi para Djokovic na Austrália também foi mais dramática que a de domingo. Obviamente, esta figura entre as primeiras, muito por causa da maneira como o jogo se desenrolou”, avaliou.

Por fim, o espanhol tratou de enaltecer o grande momento vivido por Medvedev, que lutou até o fim e abrilhantou ainda mais sua conquista em Flushing Meadows. “Era o jogador em melhor fase no circuito e vinha como aquele que mais havia pontuado durante todo o verão norte-americano. A verdade é que ele é agora o número 4 do mundo com toda a justiça”, encerrou o atual vice-líder do ranking.

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