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Vinte anos após o 1º Slam, Serena busca recorde
07/09/2019 às 08h33

Andreescu e Serena se enfrentaram recentemente na final de Toronto

Foto: Divulgação
por Mário Sérgio Cruz

Vinte anos depois da conquista de seu primeiro título de Grand Slam, Serena Williams continua em altíssimo nível e, mesmo aos 37 anos, segue disposta a aumentar sua coleção de troféus e recordes. Ainda no top 10 do ranking mundial, a atual número 8 do mundo e vencedora de 23 títulos de Grand Slam disputa neste sábado às 17h (de Brasília) a decisão do US Open diante da promissora canadense de 19 anos Bianca Andreescu, já 15ª colocada no ranking e vinda de doze vitórias seguidas.

A longevidade da carreira de Serena e a precocidade de sua adversária para o momento atual do circuito feminino causam uma situação curiosa no duelo de gerações em Nova York. Quando Serena venceu seu primeiro Slam, em 11 de setembro de 1999 no US Open, Andreescu sequer era nascida. A canadense é natural de 16 de junho de 2000.

Serena e Andreescu já se enfrentaram na final de Toronto, no dia 11 de agosto, mas a disputa foi abreviada depois de apenas quatro games e 19 minutos de jogo. A norte-americana sentiu uma lesão nas costas e preferiu abandonar a partida, possibilitando que a canadense conquistasse o título em casa. Por conta da mesma lesão, Serena preferiu não jogar em Cincinnati na semana seguinte, torneio que Andreescu também não disputou.

A principal motivação de Serena é igualar a marca de australiana Margaret Court, maior vencedora de Grand Slam em todos os tempos, com 24 conquistas. Quando conquistou seu 23º Slam, no Australian Open de 2017, ela se tornou a maior vencedora na Era Aberta do tênis, superando as 22 conquistas de Steffi Graf. Lembrando que Court conquistou 13 títulos na fase amadora do esporte e mais 11 entre as profissionais a partir de 1968. Serena perdeu as últimas três finais de Grand Slam que disputou, duas seguidas em Wimbledon para Angelique Kerber e Simona Halep e uma no US Open do ano passado para a japonesa Naomi Osaka.

Hexacampeã no US Open e dona de 101 vitórias no Grand Slam norte-americano, Serena está empatada com a compatriota Chris Evert entre as recordistas de títulos e vitórias na competição. Outra meta para ela é conquistar seu primeiro título desde o nascimento de sua filha, Alexis Olympia, em setembro de 2017. A norte-americana tenta se tornar a quarta mãe campeã de Grand Slam, juntando-se à própria Court, além da também australiana Evonne Goolagong e da belga Kim Clijsters.

Por sua vez, Andreescu faz sua primeira participação na chave principal do US Open e já chega à final. A última jogadora a conseguir esse feito em Nova York havia sido Venus Williams, vice-campeã em 1997. Esta é apenas sua quarta participação em uma chave principal de Grand Slam. Dessa forma, ela pode repetir a façanha de Monica Seles, que também disputava seu quarto Grand Slam quando venceu Roland Garros em 1990.

A evolução de Andreescu no circuito é notória. Ela era a número 208 do mundo há doze meses e começou a temporada apenas no 152º lugar do ranking. Com os títulos expressivos em Indian Wells e Toronto, além das finais de Auckland e Acapulco, chegou ao top 15 no ranking. Este ano, já derrotou sete jogadoras do top 10 e ainda sofreu com uma lesão no ombro direito, que  a deixou afastada de vários torneios no saibro e na grama entre março e agosto. Nesse período, apenas jogou uma partida em Roland Garros.

A campanha até a final do US Open rende 1.300 pontos no ranking e coloca Andreescu entre as dez melhores do mundo, podendo chegar ao quinto lugar em caso de título, que dá 2 mil pontos. Já Serena, ex-número 1 do mundo e vice-campeã no ano passado, pode subir para o sexto lugar se for campeã.

Em termos de idade, Andreescu é a segunda atleta com menos de 20 anos a disputar uma final de Grand Slam nessa temporada. Em junho, a canhota tcheca Marketa Vondrousova foi vice em Roland Garros. Antes de Vondrousova, a melhor campanha de uma jogadora tão jovem em um Grand Slam foi de Caroline Wozniacki, vice no US Open de 2009. Já a última campeã de Slam com menos de 20 anos foi Maria Sharapova, que triunfou em Nova York ainda em 2006.

Por outro lado, Serena é a mais velha campeã de Grand Slam na Era Aberta aos 35 anos e 125 dias no Australian Open de 2017. Ela também se tornou a mais velha finalista em um Slam, aos 37 anos e 347 dias. A campeã mais velha do US Open é a italiana Flavia Pennetta, que estava com 33 anos e 200 dias quando venceu o torneio em 2015.

A premiação para a campeã do US Open é de US$ 3,85 milhões, enquanto a vice receberá US$ 1,95 milhão. Serena é disparada a jogadora com maior premiação acumulada na carreira. Ela já ganhou mais de US$ 90,6 milhões em sua trajetória com 72 títulos na elite do circuito. Já a jovem Andreescu tem US$ 2,4 milhões em prêmios na carreira, sendo US$ 2,2 milhões obtidos apenas neste ano.

Relembre o único duelo entre Serena e Andreescu
2019 - Toronto - sintético - final - Andreescu, 3/1 des.

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Faberg
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