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Falhas no saque refletem o mau momento de Zverev
21/08/2019 às 22h19

Zverev se mostra irritado em quadra com seu momento instável e ainda não achou um novo treinador

Foto: Arquivo

Nova York (EUA) - Embora o circuito ainda tenha uma fase asiática com Xangai e dois grandes torneios na Europa, em Paris e Londres, o alemão Alexander Zverev sabe que sua maior chance de recuperação e de salvar uma temporada muito irregular é uma campanha digna no US Open, que começa segunda-feira.

Sascha ainda não contratou um treinador de gabarito para substituir o recém demissionário Ivan Lendl, que abandonou a equipe após receber severas críticas do próprio pupilo durante o torneio de Hamburgo.

O alemão de 22 anos também não se saiu tão bem nos torneios preparatórios que fez sobre o piso sintético de Montréal, onde foi quartas, e de Cincinnati, barrado logo na estreia. Pior ainda, mostrou deficiências preocupantes. Em seus dois últimos jogos, cometeu nada menos do que 36 duplas faltas e seu aproveitamento quando precisou do segundo saque mal chegou a 30%.

Comentarista da Sky Sports e ex-profissional, o britânico Barry Cowan fez uma análise de suas últimas apresentações e acredita que o problema de Zverev não é apenas mental, mas também técnico: "Observem o movimento que ele tem com o segundo saque, por vezes reto demais, que sai além da linha, ou então desacelerado e que fica no meio da rede".

Temporada de altos e baixos
Zverev chegou em 2019 vindo de sua maior conquista, ao superar Novak Djokovic por 2 a 1 e conquistar o ATP Finals, em Londres. A vitória permitiu que o atleta terminasse o ano na quarta colocação. Mas a expectativa tem sido frustrante.

O alemão sofreu com altos e baixos e mostrou que ainda precisa evoluir. Os resultados importantes foram poucos, como o título em Genebra e as quartas de final em Roland Garros, mas aí foi para a grama e perdeu três dos cinco jogos que disputou, sendo batido nas primeiras rodadas de Stuttgart e de Wimbledon. Reagiu em Hamburgo, com semi, e chegará ao US Open com aproveitamento na temporada atual de apenas 64%, com 30 vitórias e 17 derrotas.

O US Open parece portanto um momento crucial. Seu histórico em Nova York é de quatro vitórias em oito partidas, duas delas na edição do ano passado. Curiosamente, no entanto, o jovem alemão ainda está com prestígio nas bolsas de apostas e é o jogador com mais chances de vitórias depois de Djokovic, Federer e Nadal. No dia 14 de agosto, o alemão aparecia na Betway, site de apostas online, com 6,7% de chance de título, deixando para trás o austríaco Dominic Thiem e o japonês Kei Nishikori.

ATP FInals ainda ao alcance
Zverev entrará neste US Open como cabeça 6, o que evitará cruzar com qualquer um dos Big 3 antes das quartas de final. Além de recuperar a confiança, o alemão precisa somar pontos caso ainda queira chegar ao Finals de Londres e tentar defender seu título. No momento, ele é o 10º tenista mais bem pontuado da temporada, com 1.940 pontos, e está próximo do atual oitavo colocado, Nishikori, com 2.090. Vale lembrar que Sascha figura no top 10 do ranking consecutivamente desde a lista de 31 de julho de 2017.

Quem saiu em sua defesa foi o romeno Victor Hanescu, outro ex-profissional de gabarito e amigo mais íntimo da família. "Conheci Sascha ainda muito criança, quando acompanhava os pais nos jogos do irmão Mischa, e era fácil perceber sua paixão pelo esporte. Ele sempre bateu na bola com muita facilidade. Certamente, ainda não está no mesmo nível de Federer, mas tem um grande jogo desde que jogue mais relaxado".

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