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Nova geração russa anima a veterana Kuznetsova
18/08/2019 às 09h20

Kuznetsova destacou o ótimo momento de jovens compatriotas no circuito

Foto: Divulgação

Cincinnati (EUA) - O ótimo momento de jovens jogadores russos anima compatriotas que estão há mais tempo no circuito. A veterana de 34 anos Svetlana Kuznetsova, campeã de dois Grand Slam e finalista do WTA Premier de Cincinnati, comentou sobre o momento vivido por Daniil Medvedev e Karen Khachanov, ambos de 23 anos, e Andrey Rublev, que está com 21.

Medvedev é o oitavo do ranking venceu 13 dos últimos 15 jogos e alcançou as finais em Washington, Montréal e Cincinnati, com direito a uma vitória sobre o número 1 do mundo Novak Djokovic. Khachanov é o nono colocado e já tem um título de Masters 1000 no currículo, em Paris. Já Rublev aparece na 70ª posição, mas derrotou Roger Federer nesta semana.

"Fiquei feliz porque o Medvedev jogou muito bem no Canadá. Eu mandei uma mensagem para ele no Instagram. Ele respondeu e me ligou imediatamente", disse Kuznetsova, em entrevista coletiva depois de ter vencido a tcheca Karolina Pliskova pelas quartas de final em Cincinnati.

"Com o Karen, eu falo bastante. Ele sempre me perguntava: 'Oh, o que está acontecendo com sua lesão e isso e aquilo'. Ele estava me incentivando a voltar a jogar. Eu disse a ele: 'Olha, estou cansada. Eu tenho mais de 30 anos. Quando você tiver mais de 30 anos e jogar tanto quanto eu, falarei com você. Não me faça fazer isso'. Mas ele é muito legal e muito fofo", comenta a ex-número 2 do mundo.

"Sobre o Andrey, a mãe dele é uma ótima treinadora na Rússia e ela me pediu para vê-lo jogar quando ele tinha uns sete ou oito anos. E ele estava chorando e jogando a raquete no chão. Foi realmente muito engraçado", relembra a experiente jogadora. "Ele sempre foi magrinho assim e usava aquelas camisas sem mangas do Rafa Nadal, sendo que ele tinha zero braço (sorrindo). Foi realmente divertido".

Mas ele ainda estava vibrando muito e tentando recuperar todas as bolas. Ele ainda tem essa personalidade. Acredito que ele nasceu com isso. Então, fiquei muito feliz por ele ter vencido. Acredito que ganhar do Roger é incrível, mas também me doeu porque o Roger perdeu. Ainda assim, mandei uma mensagem parabenizando o Rublev".

Kuznetsova comentou sobre a grande vitória sobre a número 2 do mundo Ashleigh Barty na semi. "O jogo de Ashleigh é realmente diferente, mas é um pouco parecido com a maneira que eu jogo. E eu só estava tentando entender."

"Senti como se estivesse no controle da partida porque estava me movendo bem, devolvendo todas as bolas e jogando muito consistente. Consegui botar mais pressão sobre minha adversária e pude ler bem o jogo dela. Isso que isso fez a diferença", comenta a finalista do torneio, que enfrentará a norte-americana Madison Keys às 15h (de Brasília) deste domingo. "Madison é extremamente difícil", admitiu Kuznetsova, que perdeu os três duelos anteriores. "Quando ela está embalada, é muito difícil jogar contra ela. Vai ser um confronto muito duro".

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