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Finalista, Kuznetsova supera série de problemas
17/08/2019 às 19h19

Russa sofreu com lesões, trocas de técnico e problemas na obtenção do visto para os Estados Unidos

Foto: Divulgação

Cincinnati (EUA) - Finalista no WTA Premier de Cincinnati, Svetlana Kuznetsova celebra sua ótima semana depois de passar por uma série de problemas dentro e fora de quadra ao longo da temporada. Ex-número 2 do mundo e vencedora de dois Grand Slam, a veterana russa de 34 anos aparece atualmente apenas no 153º lugar do ranking, mas irá recuperar quase cem posições com suas cinco vitórias seguidas, podendo até voltar ao top 50 em caso de título. A final será neste domingo contra a norte-americana Madison Keys, 18ª do ranking, a partir das 15h (de Brasília).

Kuznetsova sofreu com lesões no punho e no joelho, também encarou problemas com o visto para os Estados Unidos e Canadá e não pôde defender seu título em Washington há duas semanas. Ela solucionou o problemas há poucos dias do início do Premier de Toronto. A russa também ficou um tempo sem técnico e solucionou a questão compartilhando o treinador espanhol Carlos Martínez com sua compatriota Daria Kasatkina.

"Estou muito feliz. Eu não esperava voltar jogando tão bem", disse Kuznetsova, que derrotou três top 10 nesta semana. Ela passou por Sloane Stephens nas oitavas, Karolina Pliskova nas quartas e derrotou a número 2 do mundo Ashleigh Barty por 6/2 e 6/4 na semifinal deste sábado. 

"Eu mudei de técnico e tenho lutado com diferentes coisas fora da quadra e tive muitas lesões. Então eu eu tive diferentes problemas. Agora, finalmente, parece que estou no lugar certo, onde eu gostaria de estar. Fico muito feliz por treinar e estar na quadra", afirmou a russa em entrevista ao site da WTA. 

A russa explica como lidou com o problema do visto, que poderia forçá-la a antecipar o término da temporada. "Antes dessa viagem eu estava esperando pelo meu visto. Se eu não viesse para os Estados Unidos, o que eu deveria fazer? Eu sairia do top 200 no ranking e ficaria sem jogar até o final da temporada. Jogar apenas na China não faria sentido".

"Eu estava esperando por três semanas em casa e fiquei treinando. Eu tinha um programa que o [técnico] Carlos Martinez me deu. Eu estava tentando seguir o programa. É uma experiência realmente diferente para mim, porque eu sempre tive um técnico e agora muda. Você tem que amadurecer, você tem que assumir essa responsabilidade", comenta a experiente jogadora, que relatou como solucionou o problema da falta de técnico.

"Quando perguntei ao Carlos se ele poderia me ajudar, ele estava apenas começando a trabalhar com a Dasha", disse Kuznetsova. "Falei para ele: 'Olha, eu não quero interromper'. Eu entendo que Dasha precisa dele, porque ela tem um futuro de carreira muito longo e ela tem um grande potencial".

Kasatkina é uma jovem jogadora russa de 22 anos e que chegou rapidamente ao top 10, mas não faz uma boa temporada e aparece atualmente no 41º lugar. Ela encerrou em fevereiro o trabalho de dois anos com o treinador belga Philippe Dehaes antes de começar a atuar com o técnico espanhol.

"Então ele me disse: 'Eu vou tentar te ajudar e vou te ceder alguns dos treinadores da minha academia'. Como eu não preciso do Carlos full-time, eu falei com a Dasha e disse que eu poderia ajudá-la de alguma forma, por conta da minha experiência no circuito, se nós pudéssemos compartilhar o Carlos às vezes e ela aceitou".

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