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Tênis brasileiro precisa valorizar torneio por equipe
29/07/2019 às 07h52

Copa das Federações foi um grande sucesso durante o Brasileirão e pode ajudar a criar uma cultulra diferente

Foto: CBT
Bob Wildmann
Especial para TenisBrasil

A cada ano o tênis brasileiro perde uma oportunidade de ouro para dar um salto de qualidade. A disputa da Copa das Federações, torneio que reúne as equipes de cada estado por idade durante o Campeonato Brasileiro infantojuvenil, poderia receber um incremento importante e criar uma cultura diferenciada para o nosso esporte.

Em primeiro lugar, teremos que valorizar muito mais as equipes, criando um modelo de torneio de times regionais e estaduais, onde todos possam participar com os seus clubes e academias, cada um com os seus jogadores e técnicos disponíveis. Que se criem as divisões A, B, C.

Com isso, poderemos chegar na Copa das Federações com uma participação efetiva dos melhores jogadores e técnicos do Brasil. Estas comissões técnicas usarão estes momentos importantes para realizarem congressos e intercâmbios, fazendo deste evento uma tremenda vitrine e valorizando ainda mais a busca pelo título nacional. Tal sistema fortalecerá a chance de parcerias com empresas patrocinadoras, gerando assim uma enorme ajuda financeira. O tênis é um esporte individual e as disputas em times são atraentes para patrocinadores. Tudo que envolve equipe traz mais união.

Fico também impressionado como hoje em dia nao participam da Copa das Federações os melhores jogadores e treinadores nacionais, muito dos quais recebem ajuda financeira da Confederação Brasileira. A própria CBT parece não entender o valor de torneios de equipes, e talvez por isso estejamos na segunda divisao da Copa Davis e da Fed Cup.

É essencial para nossos garotos e garotas conhecerem de perto os nomes de ponta. Como podem não conversar e nem tirar fotos com os seus ídolos nacionais?

A época do ano em que o Brasileirão acontece é ótima, porque vem logo depois de Wimbledon, em um momento de mudança de piso e antes da temporada de quadras duras. Daria muito bem para os profissionais de destaque do Brasil ajustarem seus calendários e ficarem alguns dias com os futuros jogadores brasileiros, passando para eles experiências, conselhos e uma energia positiva absurda só de estarem por perto.

Pelo menos foi o que eu sentia sempre quando estava do lado de meus idolos das quadras, me motivando a viver de tênis e ser um melhor profissional possível e depois ajudar a desenvolver o tênis brasileiro.

Então, parceiros do tênis e da vida saudável, vamos pensar mais em sermos equipes e trabalhar em grupo. Assim, ficará mais fácil formarmos tenistas de alto nível competitivo internacional e resgatar a memória de Maria Ester Bueno, Gustavo Kuerten, Thomaz Koch e Carlos Alberto Kirmayr, entre tantos outros.

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Suzana Silva