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Doping de Bia engrossa lista que tem Bellucci e Melo
24/07/2019 às 07h30

São Paulo (SP) - O teste positivo da paulista Beatriz Haddad Maia para o SARM-22, um tipo de anabolizante, engrossa uma extensa lista de casos de tenistas brasileiros que enfrentaram problemas com o antidoping nos últimos 15 anos, numa lista que inclui nomes importantes da modalidade no país como Thomaz Bellucci e Marcelo Melo.

Nos últimos cinco anos o número de tenistas brasileiros pegos no antidoping saltou e chega agora à marca de sete com o caso de Bia. Neste período, além da canhota paulista, também enfrentaram punições Bellucci, Ygor Marcondes, Yuri Andrade, Americo Lanzoni Netto, Marcelo Demoliner e Marcela Alves Pereira Valle.

Relembre os casos de antidoping mais recentes do tênis brasileiro:

Igor Marcondes

Caso mais recente no tênis nacional até então, o paulista Igor Marcondes foi punido pela ITF por falhar no antidoping realizado no dia 8 de março de 2018. Foi encontrada a substância hidroclorotiazida, a mesma do caso de Bellucci (ver abaixo), em sua amostra de urina e o jogador encarou uma suspensão de nove meses.

Thomaz Bellucci

Principal nome do Brasil em simples na era pós-Guga, Bellucci foi pego em exame antidoping realizado no dia 18 de junho de 2017, durante sua participação no ATP 250 de Bastad. Foi encontrado em sua urina o diurético hidroclorotiazida. Ele alegou contaminação através de um suplemento comprado em uma farmácia de manipulação, mas mesmo assim não evitou o gancho de cinco meses.

Américo Lanzoni Netto

Assim como o caso de Bia, Lanzoni Netto também testou positivo para uma substância anabolizante. Em uma amostra coletada em 16 de abril de 2016, foi identificado a presença de 19-norandrosterone, que faz parte de da categoria S1 da lista de substâncias proibidas. O tenista não conseguiu provar que a violação das regras antidoping não seria intencional e levou punição de três anos e nove meses.

Yuri Andrade

Na mesma competição em que Lanzoni Netto foi pego no antidoping em 2016, também teve destino similar o carioca Yuri Andrade, que foi pego com clenbuterol e methandienone. Ele alegou que a violação não foi intencional, mas não conseguiu provar e recebeu a mesma punição do compatriota: três anos e nove meses.

Marcelo Demoliner

O duplista gaúcho foi mais um que teve detectada a presença de diurético no exame antidoping e acabou ficando suspenso por três meses em 2016. Demoliner testou positivo para hidroclorotiazida e alegou contaminação através de um suplemento comprado em uma farmácia de manipulação, a mesma do caso de Bellucci.

Marcela Alves Pereira Valle

Acusada de violar o antidoping ao fornecer uma amostra contendo metilhexaneamina, um estimulante proibido pela WADA, Marcela alegou que a substância entrou em seu sistema através da ingestão de um suplemento em fevereiro de 2014, mas mesmo assim não escapou de um gancho de dois anos.

Fernando Romboli

O carioca radicado em Santos ficou oito meses e meio parado por ter usado furosemida e hidroclorotiazida, dois diuréticos, durante o challenger de Bogotá em julho de 2012.

Marcelo Melo

Um remédio contra dor de cabeça tomado pelo mineiro em junho de 2007, durante o ATP de Queen's, acabou lhe rendendo uma dor de cabeça ainda maior. Melo foi flagrado no exame antidoping com isometepteno, que é um vasoconstritor, e acabou suspenso por dois meses.

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