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Substância do antidoping de Bia não é regulamentada
23/07/2019 às 14h59

Bia afirmou ter sido pega de surpresa com a medida

Foto: Arquivo

São Paulo (SP) - Substância responsável pela suspensão preventiva da paulista Beatriz Haddad Maia, que teria testado positivo em um exame de urina feito durante o torneio de Bol, na Croácia, no dia 4 de junho, o SARM-22 é um anabolizante do tipo modulador seletivo de receptor de androgênio e não é regulamentado ainda para uso humano.

Usado muito por fisiculturistas, os SARMs são drogas que substituem os anabolizantes normais sem os seus efeitos colaterais, uma vez que têm a vantagem de se conectarem somente aos receptores dos músculos esqueléticos. Contudo, são substâncias que ainda não foram aprovadas para o uso pela FDA (agência norte-americana de controle de drogas) e tampouco pela Anvisa, no Brasil.

“Mas a primeira geração desses compostos desapontou”, disse o professor Alexandre Hohl, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, em entrevista à Revista Época, em julho do ano passado. A FDA publicou um relatório mostrando que os SARMs poderiam provocar problemas hepáticos e cardiovasculares.

Listada como substância S1 (agentes anabólicos) entre aquelas proibidas pela WADA (Agência Mundial Antidoping), os SARMs estão vetados para o uso de atletas desde 2008, com vários casos de doping envolvendo a droga.

Desde 2015, a Agência Antidoping dos EUA suspendeu mais de duas dezenas de atletas de modalidades como o atletismo, halterofilismo, ciclismo, lutadores e outros. "Trata-se de agentes ilícitos, que não contam com diretrizes de uso desenvolvidas por especialistas; são perigosos. Melhor não os usar", disse o médico Thomas O'Connor em matéria do New York Times.

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