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Davydenko 'culpa' Federer por não ter vencido tanto
22/07/2019 às 14h53

Davydenko enfrentou Federer 21 vezes no circuito da ATP e só conseguiu vencê-lo duas vezes

Foto: Arquivo

Moscou (Rússia) - Aposentado desde 2014, fazendo sua última partida de simples em Roland Garros, o russo Nikolay Davydenko deixou um pouco de lado a reclusão do tênis após ter encerrado a carreira e deu uma entrevista ao Sport-Express para falar um pouco do que tem feito nos últimos anos e lembrar a época de tenista profissional.

"Nunca foi uma pessoa de aparecer na mídia, só dava entrevistas depois das partidas e não ia a festas e nem aos canais de televisão. Quando encerrei minha carreira fui me concentrar em minha família. No primeiro ano (afastado) eu até sonhava constantemente com partidas, sentia que estava jogando alguns Grand Slam, mas agora já está tudo no passado", contou Davydenko.

Ex-número 3 do mundo, ele garante não se arrepender das escolhas como tenista. "Não me arrependo de nada porque dei tudo de mim, não poderia ter feito mais. Mas minha carreira foi menor por causa de Roger Federer, que é um cara único e que me derrotou em todos os grandes torneios, tanto em quartas de final como em semifinais", falou o russo.

Nascido no mesmo ano que Federer, Davydenko enaltece a longevidade do suíço, mas vê também que o tempo cobra seu preço mesmo com toda a preparação feita. "Não sei o que ele faz para conseguir manter essa forma mesmo com 38 anos. Ele desenvolve um tênis rápido, leve e afiado, sempre tenta vencer em três sets, mas se o jogo for para cinco sets, então seu corpo começa a falhar, especialmente quando enfrenta Nadal ou Djokovic".

Apesar da relação enorme que teve com o tênis, Davydenko diz que pouco tem acompanhado do esporte. "Quase não vejo tênis na TV e já não via quando era jogador, por isso não faz sentido eu ver agora. Só paro para acompanhar um jogo especial, recentemente parei para ver um jogo de Khachanov ou Medvedev no saibro", falou o russo, que chegou a receber uma oferta para virar treinador de Khachanov.

"Ele me disse que a oferta está na mesa, mas agora estou ocupado e não posso ajudá-lo. Também me perguntou como sair do buraco, pois já estive em situação similar, com muitas derrotas seguidas. Mas a questão principal é como se manter no top 10, essa é a coisa mais difícil", finalizou Davydenko.

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