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Semifinalista, Strycova não sabe se volta no ano que vem
11/07/2019 às 19h50

Strycova está com 33 anos e conseguiu seu melhor resultado em Grand Slam

Foto: Divulgação

Londres (Inglaterra) - Semifinalista de Wimbledon, Barbora Strycova não tem certeza se estará de volta na próxima edição do Grand Slam britânico. Como já havia dito nas fases anteriores, a tcheca de 33 anos considera a hipótese de pendurar as raquetes. Superada por Serena Williams nesta quinta-feira, Strycova foi perguntada se ela se via jogando até aos 37 como a norte-americana.

"Não tenho certeza se eu vou jogar até os 37 anos", disse Strycova, após a derrota por 6/1 e 6/2 para Serena. "Há mais coisas que eu quero fazer na minha vida, além de correr atrás da bolinha amarela. Posso garantir que vou continuar este ano e depois vamos ver como eu me sinto".

Strycova já dava indícios de que pode encerrar a carreira no fim do ano. Perguntada após a vitória sobre Elise Mertens nas oitavas se este seria seu último Wimbledon, ela disse: "Pode ser. Mas talvez não. Estou com 33 anos". Já após o jogo contra Johanna Konta, ela voltou a comentar o assunto. "Eu disse que eu posso me aposentar, mas não disse que vou".

A experiente tcheca fez sua melhor campanha na chave de simples de um Grand Slam. Ela também está entre as semifinalistas de duplas. "Sempre foi o meu sonho jogar bem neste torneio. Eu defini essa meta no início deste ano, que Wimbledon seria onde eu realmente queria jogar bem. Está acontecendo agora, o que é algo realmente incrível".

A respeito da dura derrota para Serena, Strycova enalteceu a ampla superioridade da heptacampeã. A tcheca diz que sentiu alguns problemas físicos, mas que isso não foi determinante no resultado. "Hoje a Serena jogou em um nível espetacular. Acho que foi a melhor partida dela do torneio. Ela está sacando de forma incrível e foi muito sólida do fundo de quadra"

"Se ela jogar assim na final, será muito difícil para Simona [Halep] conseguir a vitória. Mas acho que a Halep também tem muitas armas e não tem nada a perder. Vai ser um bom jogo", avaliou a atual 54ª colocada no ranking mundial da WTA. Sua melhor marca foi a 16ª posição, obtida em janeiro de 2017.

"Eu fiz o meu melhor hoje, mas acho que mesmo que eu estivesse 100% em forma, eu não tenho certeza se eu teria chances de vitória porque ela não me deixou entrar no jogo", avaliou sobre a rápida partida de 59 minutos. "Senti algo no glúteo ainda no aquecimento e, depois, no segundo ponto do jogo. Estava correndo para chegar na bola e senti essa dor. Fui piorando cada vez pior, mas não é por isso que eu perdi o jogo. Ela jogou muito bem".

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