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Federer minimiza polêmica sobre cabeças de chave
30/06/2019 às 11h32

Londres (Inglaterra) - Assunto mais comentado nos últimos dias, a mudança na ordem dos cabeças de chave também foi questão na entrevista coletiva do suíço Roger Federer, um dos que acabou sendo beneficiado pela organização de Wimbledon, subindo de terceiro para segundo pré-classificado e deixando para trás o espanhol Rafael Nadal. O oito vezes campeão na grama do All England Club optou por minimizar a polêmica.

“O sistema é esse e não há muito que os jogadores possam fazer nessa história. No fim das contas, se você quer vencer o torneio, precisa passar por cima de todos os jogadores que estão à sua frente. Já sabíamos como funciona e suponho que tenha me beneficiado porque tenho ótimos resultados na grama. Não era algo que estava nos meus planos, assim como foi a derrota para Kevin Anderson, mas acabou acontecendo”, comentou.

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Federer falou sobre a adaptação à grama e também sobre o que muda tendo voltado a jogar no saibro nesta temporada. “Não sei se fará muita diferença eu ter jogado no saibro porque são superfícies bem diferentes. Fui bem em Halle e venho treinando bem aqui nesta semana, me sinto bem adaptado e espero poder jogar bem”, analisou o suíço.

“Acho que a grama está muito diferente do que já foi no passado; talvez para muitos não seja mais tão difícil jogar neste piso. Você precisa ter talentos diferentes e mudar o movimento na hora de golpear a bola. As quadras de grama estão cada vez melhores e dá para jogar mais do fundo como se fosse no piso duro”, comentou o atual número 3 do mundo, que estreará contra o sul-africano Lloyd Harris.

O tenista da Basileia não deve ter dificuldades no começo de sua campanha no torneio, mas sabe que superar bons desafios no começo ajudam na confiança. “Assim como em todos os Slam, é sempre importante evitar jogos longos na primeira semana. A mentalidade deve ser de tentar jogar partidas duras na primeira semana para chegar bem na segunda”.

Ao ter questionada sua opinião sobre a participação dos técnicos durante o jogo, passando instruções aos atletas, Federer se mostrou contrário a essa ideia e defende a permanência do que acontece atualmente. “Sou da opinião que não devemos ter interferência do técnico durante o jogo. Sei que há pessoas que estão do meu lado e também outras que pensam o contrário, já que na maioria dos esportes o treinador participa”, finalizou o suíço.

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