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Federer diz que queda em Wimbledon foi a mais dura
27/06/2019 às 15h05

Londres (Inglaterra) - Perto de iniciar mais uma participação em Wimbledon, onde já comemorou oito conquistas, o suíço Roger Federer lembra que foi também na grama do All England Club que sofreu sua mais dura derrota da carreira: a eliminação nas quartas de final do ano passado, superado de virada pelo sul-africano Kevin Anderson.

“Foi o momento mais duro da minha carreira, nunca havia me sentido tão decepcionado. Perder depois de ter match-points foi uma coisa horrível e difícil de aceitar. Até mesmo minha família teve dificuldade em conseguir me animar depois daquilo”, revelou o atual número 3 do mundo em entrevista aos alemães do Welt.

Alçado ao posto de cabeça de chave número 2 em uma mudança que gerou polêmica, Federer espera poder mostrar um bom tênis em Wimbledon e quem sabe conseguir levantar o troféu mais uma vez. “Seria maravilhoso vencer novamente, estou preparado e chego cheio de confiança. Wimbledon continua sendo meu grande objetivo”, disse o suíço.

Questionado sobre a participação nos Jogos de Tóquio em 2020, na busca de uma inédita medalha de ouro em simples, ele preferiu não cravar uma posição. “Não posso garantir ainda se disputarei o torneio olímpico. Há uma série de critérios que devem ser cumpridos e sou consciente de que não os cumpro. Precisaria de um convite para competir. Adoraria voltar a disputar uma final, mas é algo que ainda está muito longe”.

 
 
 
 
 
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Perto de completar 38 anos, fazendo aniversário em pouco mais de um mês, Federer explicou como trabalha o lado mental para seguir competitivo e vitorioso apesar da idade. “O mais importante é manter a ambição e a mentalidade jovem, pois você precisa assumir riscos que talvez um veterano não assuma”, contou o tenista da Basileia, que atualmente prioriza a família em relação ao tênis.

“Meu planejamento esportivo tem como prioridade a minha família; só depois eu penso na minha saúde e no meu tênis. Gosto de saber algumas coisas importantes de antemão, mas também abro espaço para a flexibilidade”, falou Federer, que voltou a destacar a importância da esposa Mirka em sua vida e até lembrou que tinha dificuldade com as mulheres quando era mais jovem.

“No começo da carreira eu era muito tímido, ficava intimidado com as garotas quando era o centro das atenções. Aprendi a lidar com tudo isso com bastante rapidez e acho que essa é minha grande virtude: aprender rápido”, finalizou o dono de 20 títulos de Grand Slam.

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