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Finalista em 2013, Lisicki se emociona ao vencer no quali
25/06/2019 às 19h25

Aos 29 anos, Lisicki aparece apenas no 283º lugar do ranking

Foto: Divulgação

Londres (Inglaterra) - Considerada uma adversária perigosa sempre que atua em quadras de grama, Sabine Lisicki iniciou bem sua caminhada no qualificatório de Wimbledon. Finalista do Grand Slam britânico em 2013 e ex-número 12 do mundo, a alemã venceu nesta terça-feira a húngara Timea Babos por 6/3, 3/6 e 6/3.

Lisicki chegou pelo menos às quartas de final em cinco edições de Wimbledon. Há seis anos, ela perdeu a final para a francesa Marion Bartoli. Antes disso, foi semifinalista em 2011 e caiu nas quartas de final em 2009, 2012 e 2014. Lembrando que ela não atuou na edição de 2010, por lesão no tornozelo esquerdo. Por isso, suas cinco boas campanhas ocorreram de forma consecutiva. Em seus melhores anos, derrotou nomes como Serena Williams, Maria Sharapova, Caroline Wozniacki e Na Li em Wimbledon.

Reconhecida como uma das grandes sacadoras do circuito, Lisicki chegou a disparar 27 aces numa partida contra Belinda Bencic na grama de Birmingham em 2015. Ela também é dona do saque mais rápido já registrado em uma partida feminina. A bola da alemã atingiu os 210,8km/h em jogo contra Ana Ivanovic no Premier de Stanford em 2014.

Hoje com 29 anos, Lisicki aparece atualmente apenas no 283º lugar do ranking e precisou de convite para jogar o quali em Londres. Nos últimos anos, ela teve graves lesões. A primeira foi no ombro direito, que a deixou sete meses sem jogar. Depois, teve que operar o joelho no fim de 2017. Já no ano passado, ficou quatro meses afastada por lesão no pé.

Na atual temporada do circuito, Lisicki sofreu nove derrotas seguidas e só foi vencer seu primeiro jogo há três semanas, quando disputou um ITF na grama de Surbiton. Ela também avançou uma rodada no quali para o WTA de Mallorca. "Nas duas primeiras contusões eu consegui voltar jogando bem, mas na última lesão, quando voltei, estava com dificuldades. Então, acho que foi o maior desafio que eu tive, porque nunca fiquei até junho sem vitórias numa temporada".

"Também tive chaves muito difíceis esse ano e isso certamente não me ajudou, ainda mais quando você está um pouco enferrujada e sem confiança", afirmou a alemã, que buscou ritmo intensificando os treinamentos e disputando competições interclubes. "Eu disputei a Bundesliga (interclubes alemão) e ganhei algumas partidas. Também fiz alguns jogos-treino e venci".

A ex-top 20 conta que voltou a treinar com o pai, Richard, e vai enfrentar na segunda rodada do quali a indiana Ankita Raina. A alemã também fez questão de agradecer aos fãs pelo carinho e apoio que teve na rodada de estreia no quali. "Estou muito grata por receber o convite para ter a chance de jogar aqui. Vou tentar tirar o melhor proveito disso e vamos ver até onde eu consigo chegar. Recebi muito apoio aqui e também sou muito grata".

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