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Federer pode ser o cabeça 2 em Wimbledon
14/06/2019 às 11h36

Federer já treina na grama de Halle

Foto: Arquivo
José Nilton Dalcim

O suíço Roger Federer depende somente de si próprio para garantir a condição de cabeça 2 no torneio de Wimbledon e assim evitar confronto com o sérvio e atual campeão Novak Djokovic antes de uma possível decisão do título.

Wimbledon sempre se deu ao direito de escolher seus cabeças de chave independentemente do ranking da ATP, o que sempre gerou críticas. Em 2012, as duas entidades chegaram a um acordo e foi instituído o 'ranking da grama', um sistema matemático para indicar os favoritos.

Assim, Wimbledon respeita os 32 cabeças definidos pelo ranking, mas pode alterar a ordem. Para isso, pegará os pontos totais do ranking do dia 24 de junho de 2019 e acrescentará dois itens: 100% dos pontos que o tenista somou em torneios sobre a grama nos 12 meses anteriores (portanto Stuttgart, Halle e Queen's de 2019 e Wimbledon de 2018) e mais 75% dos pontos que o tenista somou nos principais torneios dos outros 12 meses (assim Stuttgart, Halle e Queen's de 2018 e Wimbledon de 2017).

Seguindo esse parâmetro, Federer terá chance de ser o cabeça 2 em Wimbledon deste ano se for à final de Halle na próxima semana. É importante antes de tudo observar que o suíço está perdendo nesta semana os 250 pontos pelo título de Stuttgart e defenderá 300 pelo vice em Halle.

Se repetir a final sobre a grama alemã na próxima semana, o suíço pode somar 660 pontos (critério 1) e 1912,5 (critério 2) a seu total na ATP (6.420), enquanto Rafael Nadal acrescentará apenas 720 (critério 1) e 135 (critério 2) a seus atuais 7.945.

Feitas as contas, portanto, Federer teria nessa hipótese 8.992,5 pontos no 'ranking da grama', enquanto Nadal totalizará 8.800, já que pela segundo ano consecutivo optou por não disputar qualquer preparatório oficial para Wimbledon.

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