Notícias | Dia a dia | Australian Open
'Não poderia dar tantos pontos de graça', diz Bia
16/01/2019 às 11h32

Paulistana cometeu 39 erros não-forçados, 29 deles no primeiro set

Foto: Ben Solomon/Tennis Australia

Melbourne (Austrália) - Superada pela número 2 do mundo Angelique Kerber pela segunda rodada do Australian Open, Beatriz Haddad Maia avaliou seu desempenho na partida contra a favorita alemã. Após a derrota por 6/2 e 6/3, a número 1 do Brasil e 195ª do ranking mundial lamentou o alto número de erros não-forçados, 39 contra apenas 10 de sua adversária, e sente que poderia ter feito uma tática um pouco diferente diante de uma rival tão sólida do fundo de quadra.

"Foi um parâmetro pra mim. Eu já tinha jogado em quadras grandes, contra meninas top, mas me apressei em alguns momentos. Coloquei ela um pouco maior do que realmente foi no jogo. Eu queria matar os pontos e ser a responsável pelo jogo e sabendo que ela era sólida", disse Bia após a partida desta quarta-feira em Melbourne.

"Saio da quadra feliz em saber que não foi por falta de tênis que eu perdi. Nos momentos em que eu fiz o que eu tinha que fazer, de ir para a bola, de ir para a rede e ser agressiva como eu queria, vi que isso é mesmo o que eu tenho que buscar. Sei que com esse tênis que eu jogo eu acabo cometendo mais erros, mas não dá para dar tantos pontos de graça", comentou, em entrevista à ESPN.

"Se eu for ver o número de winners que ela me deu, eu não senti que ela me apurou em algum momento", comenta a brasileira, que liderou a contagem de winners por 22 a 16. "Eram bolas que eu achava que tinha que fazer muito mais para ganhar o ponto, sendo que se eu tivesse trocado três bolas em vez de matar em uma eu poderia ter vencido esses pontos", avaliou a paulistana.

Bia lembrou também o fato de ter passado por uma cirurgia em maio do ano passado, para sanar dores de uma hérnia de disco lombar, e da dificuldade para recuperar os bons resultados quando voltou ao circuito em agosto.

"Poucos meses atrás, eu perdi em seis primeiras rodadas seguidas e não imaginava que na Austrália eu iria passar o quali e ganhar uma rodada. A gente vai sempre trabalhando e acreditando e, uma hora, o estalo vai acontecer", avaliou a número 1 do Brasil, que fez uma série de cinco jogos na em Melbourne, já que passou por um qualificatório com três rodadas e ainda venceu a 68ª colocada Bernarda Pera pela primeira fase da chave principal.

"Consegui passar um quali duríssimo, onde as rivais poderiam estar tranquilamente na chave e passei por isso da melhor forma. Depois, na primeira rodada, foi uma partida difícil também contra a (Bernarda) Pera, uma canhota. Saio de cabeça erguida, sabendo que tentei o meu melhor e muito confiante por tudo que tem pra vir ainda em 2019".

Comentários
Faberg
Roland Garros Series