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Djokovic: 'As lesões são nossos maiores obstáculos'
13/01/2019 às 09h40

Djokovic estreia no Australian Open contra americano vindo do quali

Foto: Luke Hemer/Tennis Australia

Melbourne (Austrália) - Grande sensação no segundo semestre da temporada passada, o sérvio Novak Djokovic só conseguiu ter sucesso de novo depois de resolver o problema no cotovelo direito, que o assolou por muito tempo. Todo esse passado recente faz com que o número 1 do mundo se solidarize com o anúncio da aposentadoria do britânico Andy Murray, que luta com problemas no quadril e deve parar em Wimbledon deste ano.

“É muito triste ver isso acontecer com um amigo de longa data, um colega, um rival de circuito. Tenho ótimo relacionamento com ele dentro e for das quadras e me orgulho disso. Para um atleta, o maior obstáculo que pode surgir é uma lesão que o impede de competir. É uma situação triste para mim e para todos no nosso esporte, pois Andy é um cara muito respeitado nos vestiários”, falou o tenista de Belgrado.

“Assim como todos, eu também via que ele não estava se movimentando em quadra como normalmente faz. Por muitos anos, Andy foi o cara mais em forma no circuito, corria demais em quadra e sempre conseguia devolver uma bola a mais. Nossa trajetória no tênis é muito similar e ele faz aniversário apenas uma semana antes do que eu”, acrescentou Djokovic.

Hexacampeão do Australian Open, o sérvio de 31 anos tenta se recuperar após campanhas fracas nos dois últimos anos em um dos torneios mais especiais para ele. “Tive grande sucesso na Austrália no passado e acho que muito disso foi pelo apoio da comunidade sérvia, mas também do público em geral. Não chamam o torneio de 'Happy Slam' à toa, as vibrações aqui são mito boas”.

Questionado sobre votação do conselho de jogadores para a troca do atual presidente da ATP (Chris Kermode), Djokovic preferiu desconversar. "Essa informação é confidencial, por isso não posso falar nada sobre o que aconteceu naquela sala". Ele também falou sobre a espinhosa situação pela qual passa o ex-tenista profissional norte-americano Justin Gimelstob, que encara acusações de violência e homofobia.

“O processo legal ainda está correndo, então vamos esperar para ver. Se ele for considerado inocente é uma situação completamente diferente se for julgado como culpado”, resumiu o presidente do conselho dos jogadores da ATP.

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