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Australian Open confirma tiebreak no último set
21/12/2018 às 09h06

Australian Open será o terceiro Grand Slam a adotar medida para reduzir tempo das partidas

Foto: Arquivo

Melbourne (Austrália) - A edição de 2019 do Australian Open, que começa em 14 de janeiro, será a primeira com um tiebreak no último set das partidas, como medida para reduzir o tempo de duração de seus jogos. Será instituído um super tiebreak de até dez pontos quando o último set (terceiro para mulheres e quinto dos homens) estiver empatado por 6/6. O Grand Slam australiano já é o terceiro a adotar algum mecanismo contra o último set longo, deixando apenas Roland Garros com o formato tradicional de competição.

"Perguntamos aos jogadores, tanto do passado quanto do presente, e também comentaristas, agentes e analistas de TV se eles queriam ou não tirar o set longo do final", disse Craig Tiley, diretor do torneio no Australian Open. "Acreditamos que este é o melhor resultado possível tanto para os jogadores quanto para os fãs ao redor do mundo".

"Fizemos um tiebreak de 10 pontos no 6/6 para garantir que os fãs ainda tivessem um final especial para essas batalhas épicas. O tiebreak mais longo ainda permite mais reviravoltas no final ou uma mudança de momentum de jogador. Além de também diminuir parte do domínio que os sacadores teriam em um tiebreak mais curto", acrescentou o dirigente.

Com a aprovação da nova regra, cada um dos quatro Grand Slam terá um sistema único de definição das partidas que chegam ao último set empatadas por 6/6. Os australianos utilizariam o tiebreak até dez pontos, Roland Garros irá manter a tradição do set longo, Wimbledon terá o set longo até o empate por 12/12 antes de um eventual tiebreak, enquanto o US Open já parte para um tiebreak convencional após o 6/6.

Além de buscar reduzir a duração das partidas, a organização do Australian Open não quer ver seus principais jogos das sessões noturnas começando ou terminando muito tarde. É comum, especialmente na primeira semana do torneio, que algumas partidas sejam iniciadas por volta de meia-noite e encerradas já durante a madrugada com estádios praticamente vazios.

A mudança também acaba deixando as partidas femininas do Australian Open muito parecidas com as dos demais torneios do circuito da WTA durante o ano. Duelos como o de 4h44 entre Francesca Schiavone e Svetlana Kuznetsova nas oitavas de final de 2011, vencido pela italiana com 16/14 no terceiro set, ou a vitória de Simona Halep sobre a norte-americana Lauren Davis na terceira rodada de 2018, que durou 3h45 e terminou 15/13 na última parcial, seriam concluídos em tiebreaks.

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