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Projeto social do Rio Open dá aulas no Parque Olímpico
20/12/2018 às 16h22

Crianças participam do NERO (Núcleo Esportivo Rio Open)

Foto: Fernando Soutello/Divulgação

Rio de Janeiro (RJ) - Parceiro de diferentes iniciativas solidárias, o Rio Open desenvolveu seu próprio projeto social, o NERO (Núcleo Esportivo Rio Open). O projeto tem como missão a iniciação esportiva, a inclusão social por meio do esporte e o desenvolvimento de habilidades físicas, motoras e mentais, além da ativação de um legado olímpico. Nas quadras do Parque Olímpico, crianças entre 6 e 11 anos da escola pública Burle Marx, na zona oeste do Rio, têm aulas gratuitas de tênis com profissionais capacitados, e são submetidas a exames médicos. Elas também recebem alimentação e todo o material necessário para os treinos.

Desde sua primeira edição em 2014, o Rio Open tem incentivado iniciativas sociais. Atualmente, cinco projetos sociais no Rio de Janeiro que usam o tênis como ferramenta são apoiados pelo evento: Tênis Solidário, Tênis na Lagoa, Instituto Futuro Bom, Arremessar Para o Futuro e Escolinha de Tênis Fabiano de Paula. Além de todas ações realizadas na semana do torneio ATP 500, e do projeto NERO, também é realizado um torneio entre jovens carentes com uma premiação especial. O Torneio Winners oferece uma semana de treinamento na IMG Academy para um aluno de cada projeto

“Ao longo dos últimos anos, novas iniciativas foram sendo criadas para que a experiência desses jovens fosse ampliada e eles pudessem ter a real dimensão de como o esporte pode mudar suas vidas, não só pelo esporte em si, mas por todo aprendizado sociocultural. Conseguimos integrá-los a grandes experiências como o Torneio Winners, o treinamento na IMG Academy, a participação na Copa Guga Kuerten, além de oportunidade de ser um Ball Kid no ATP Finals, em Londres ”, afirma Marcia Casz, diretora geral do Rio Open.

Em 2018, o Rio Open levou 14 jovens para a Copa Guga Kuerten, um dos torneios mais importantes do circuito juvenil na América Latina. Os jovens foram escolhidos de acordo com seus méritos esportivos e sua dedicação nos projetos sociais que fazem parte. Todos ficaram uma semana em Florianópolis. Também este ano, em parceria com a FedEx, dois jovens de 14 anos tiveram a oportunidade de atuar como boleiros no ATP Finals de Londres, torneio que reúne os melhores tenistas do mundo para encerrar a temporada.

Inclusão - Mais de 600 alunos de escolas da rede pública estadual das cidades de Japeri, Duque de Caxias, São João de Meriti, Cordeiro e de vários bairros do Rio de Janeiro como Campo Grande e Copacabana e de comunidades como Rocinha e Complexo do Alemão tiveram a oportunidade de conhecer o Rio Open em 2018. A ação foi resultado de uma parceria do evento com a Secretaria Estadual de Educação que incluiu 150 ingressos por dia, de segunda a quinta, além de transporte para as crianças. Além dos estudantes, 70 crianças do projeto de tênis do Parque Leopoldina, em Bangu, também ganharam convites para ver os ídolos do esporte de perto. Também foram doadas 32 raquetes, 1000 bolas usadas e 1008 bolas novas para cada escola.

Pessoas portadoras de deficiência também foram convidadas a conhecer o torneio e algumas tiveram contato com o esporte pela primeira vez, através de uma clínica especial. Foram 19 alunos, sendo nove cadeirantes, seis pessoas com Síndrome de Down e outros quatro com diferentes deficiências intelectuais leves, de duas instituições: Escola de Tênis Cadeiras na Quadra e do Núcleo Avançado de Esportes, Cultura e Lazer (NAVES), ambas de Niterói. O Rio Open também tem um programa de jovens aprendizes em que 16 participantes maiores de idade vindos de projetos sociais parceiros trabalham na equipe de produção no torneio, em oito áreas operacionais do evento.

“O apoio que o Rio Open nos dá é completo. Temos um torneio para nossos alunos, recebemos material para treinos, ingressos e oportunidades inestimáveis como a semana de treinamento na IMG Academy e a participação na Copa Guga Kuerten. Toda essa ajuda nos dá forças para continuar lutando pelo esporte no país”, disse Fabiano de Paula, tenista profissional e dono da Escolinha de Tênis Fabiano de Paula, na Rocinha.

“O Rio Open sempre teve um forte engajamento social e temos orgulho em poder proporcionar atividades esportivas para crianças durante o ano inteiro. Esse ano começamos a trabalhar a inclusão, abrindo as portas para jovens de vários projetos e escolas do Rio de Janeiro e criando clínicas para portadores de deficiência. O que manteremos em 2019. Queremos ampliar nosso alcance social e contribuir, de forma efetiva, para o desenvolvimento do esporte no Brasil, transformando o futuro de muitos jovens em situação de vulnerabilidade social”, finaliza Luiz Carvalho, Diretor do Rio Open.

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