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Kerber reencontra Serena, mas evita comparar finais
12/07/2018 às 15h37

Serena e Kerber irão reeditar a final de 2016 em Wimbledon

Foto: Arquivo

Londres (Inglaterra) - Dois anos depois de perder uma final de Wimbledon para Serena Williams, Angelique Kerber irá reencontrar a norte-americana na decisão marcada para o próximo sábado. Entretanto, a alemã rechaça o sentimento de revanche e evita até mesmo comparar os momentos de cada jogadora.

Serena ficou afastada das competições por mais de um ano devido à gravidez e ao nascimento da sua filha, Alexis Olympia, em setembro do ano passado e está disputando apenas seu quarto torneio depois de se tornar mãe.

Já Kerber viveu seu melhor ano da carreira em 2016, quando jogou três finais de Grand Slam e venceu duas, e liderou o ranking mundial, mas não repetiu o desempenho no ano passado e terminou a temporada no 21º lugar do ranking da WTA.

"Acho que é um jogo completamente novo", disse Kerber, que disputará sua quarta final de Grand Slam. "Nós duas aprendemos muito. Ela está voltando ao circuito e estou voltando a jogar bem depois de 2017. Sei que tenho que jogar meu melhor tênis para vencê-la, especialmente na grama, e na Quadra Central, onde ela ganhou tantos títulos".

"Ela sempre leva você ao limite para que você jogue seu melhor tênis. E esta é a única chance de vencê-la", explica a jogadora de 30 anos, que tem duas vitórias em oito duelos contra Serena. "Ela sempre entra em quadra para vencer, não importa quem ela esteja enfrentando. Ela está tentando jogar como ela jogava antes e como venceu outros grandes jogos".

"Certamente, ela virá com muita confiança, especialmente depois dos jogos que ela ganhou aqui. Ela sabe como é jogar uma final, especialmente aqui. Ela já ganhou aqui várias vezes. É uma lutadora e é uma campeã. E é por isso que ela está lá onde está agora", acrescenta a alemã, que já derrotou Serena na final do Australian Open em 2016 e busca um título inédito em Wimbledon.

Atual décima colocada no ranking, Kerber mantém o tom de evitar comparações entre diferentes temporadas para analisar seu próprio desempenho. "Não posso comparar este ano com 2016 ou 2017", afirma a dona de dois títulos de Grand Slam. "Estou muito orgulhosa voltar à final de Wimbledon, especialmente depois do ano passado, em que as coisas não estavam como eu esperava", complementa a ex-líder do ranking por 34 semanas.

"Estar aqui de novo era uma das minhas metas no começo deste ano", explica a alemã, que foi semifinalista na Austrália e fez quartas em Roland Garros este ano. "Queria jogar bem em grandes torneios, especialmente em Grand Slam, e alcançar as finais novamente. É um ótimo sentimento, mas ainda tenho mais uma partida pela frente".

Um dos segredos para a volta à rotina de bons resultados foi uma mudança em sua equipe de trabalho. Depois de encerrar um ciclo vitorioso com Torben Beltz, Kerber anunciou em novembro do ano passado que passaria a treinar com Wim Fissette, ex-técnico de Kim Clijsters, Simona Halep e Victoria Azarenka.

"Mudei alguns nomes na minha equipe e fiz uma boa pré-temporada com Wim e também com preparadores físicos, fisioterapeutas e toda a minha equipe. Acho que eles me ajudaram muito a voltar a acreditar em mim novamente. Nós tentamos melhorar meu jogo a cada treino. Estamos tentando melhorar passo a passo".

A respeito da vitória por duplo 6/3 sobre Jelena Ostapenko na semifinal desta quinta-feira, Kerber sente que seu plano de jogo foi eficiente. "Eu já esperava que ela jogasse como jogou desde o começo: batendo muito forte na bola e me empurrando para o fundo da quadra. Tentei manter meu foco e trabalhar cada ponto porque ela começou a partida muito bem. Então, eu apenas tentei encontrar o meu ritmo e arriscar quando tinha a oportunidade".

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Faberg
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