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'Movimentação é tudo no tênis', diz Brad Gilbert
09/04/2018 às 14h28

Miami (EUA) - Ex-jogador profissional, ex-técnico e agora comentarista de TV, o norte-americano Brad Gilbert falou em entrevista ao Tennisondemand um pouco sobre como enxerga o circuito atual. Ele destacou a importância que a preparação física tem nos dias de hoje, mas também salientou que não é apenas ela que tem aumentado a longevidade dos atletas.

"Os jogadores sabem que a carreira não acaba mais nos 30 e por isso treinam mais, têm uma dieta melhor e sabem que têm mais tempo, sempre podendo melhorar", disse Gilbert, que tentou explicar a dificuldade dos mais novos em buscar um título de Grand Slam. "Mentalmente é mais duro para eles e os jogadores têm ficado melhores mais velhos do que antes. Para você ser bom nesse nível você precisa ser um excelente jovem jogador".

Apesar disso, o norte-americano aposta em uma novidade nos próximos anos. "Acho que podemos ver nos próximos 12 ou 18 meses alguém com menos de 25 anos vencendo um Grand Slam. Isso é uma coisa que precisa acontecer. Em algum momento haverá uma mudança. (Roger) Federer, por exemplo, não deve jogar até os 45 anos, mas quem sabe?", brincou.

"É uma questão de mental e físico. (Alexander) Zverev deu um grande salto no ano passado e achei que ele estaria preparado", observou Gilbert, que disse gostar de ver o sul-coreano Hyeon Chung e os canadenses Denis Shapovalov e Felix Auger-Aliassime.

O ex-treinador, que já trabalhou com nomes do calibre de Andre Agassi, Andy Roddick, Andy Murray, e Kei Nishikori também comentou sobre o seu livro Winning Ugly (Vencendo Feio). "É incrível que o livro tenha sido escrito em 1991 e mesmo depois de tanto tempo as pessoas ainda falem dele. Alguns anos atrás, Elena Vesnina veio até mim com seu livro em russo e mostrou várias passagens marcadas, dizendo que elas ajudaram muito durante sua carreira".

Admirador de ralis mais longos, Gilbert se mostrou favorável ao fato de as quadras estarem mais lentas do que no passado e acha que mesmo assim ainda há espaço para o saque e voleio. "Não diria que o saque e voleio acabou, mas é que este tipo de jogo te exige muito fisicamente", comentou o norte-americano, que vê o circuito cada vez mais exigente na parte física.

"Criar uma base para seu jogo é importante. Você tem que ficar física e mentalmente mais forte e constantemente trabalhar no seu jogo. Acho que está mais duro agora tanto no masculino quanto no feminino. O mais importante agora é a movimentação, se você não for bom nisso suas chances são muito menores", complementou.

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