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Navratilova acusa emissora de pagamento desigual
20/03/2018 às 19h31

Navratilova questiona pagamento dez vezes menor que o destinado a McEnroe

Foto: Arquivo

Londres (Inglaterra) - A ex-número 1 do mundo Marina Navratilova veio a público e fez uma forte acusação contra a BBC por conta dos valores pagos aos comentaristas em Wimbledon. Navratilova citou que o montante recebido por ela é dez vezes menor se comparado ao que a emissora destina a John McEnore.

"É difícil comparar exatamente, porque algumas pessoas trabalham durante mais dias e talvez participem de mais programas, mas no geral é um choque porque John McEnroe ganha pelo menos 150 mil libras e eu ganhei 15 mil", disse Navratilova ao programa Panorama, da própria BBC.

"A menos que John faça muitas outras atividades fora do torneio, ele está ganhando pelo menos dez vezes mais do que eu por um trabalho que é comparável ao meu", acrescenta a vencedora de 18 títulos de simples em Grand Slam, incluindo sete na grama do All England Club.

"Isso é chocante. Para mim é um trabalho temporário, por apenas duas semanas. Para as mulheres que trabalham em tempo integral talvez não haja tanta discrepância, mas é extremamente injusto e me deixa brava pelas outras mulheres que têm que passar por isso", complementou a ex-jogadora profissional.

Questionada se a diferença de valor teria a ver com o fato de McEnroe estar no ar durante mais tempo durante o torneio, Navratilova foi taxativa. "Ele aparece dez vezes mais que eu? Eu acho que não". A estimativa do progarama Panorama é que McEnroe apareceu três vezes mais que a ex-número 1 nas transmissões em 2017.

Por meio de assessoria de imprensa, a BBC prestou esclarecimentos e rebateu as acusações da ex-líder do ranking mundial. "John e Martina desempenham diferentes funções na equipe em termos de escalas, escopos e tempo disponível. Eles são simplesmente incomparáveis", divulgou a emissora por meio de nota.

"Martina é uma das colaboradoras ocasionais que são contratados para um determinado volume de trabalho e são pagos por aparição. A BBC acredita que o pagamento a ela reflete aquilo que ela é contratada, pelo tempo dedicado e por sua experiência em transmissões de tv. Em Wimbledon 2017, ela comentou três jogos ao vivo, quatro transmissões de melhores momentos, um vídeo curto e outros dois programas no estúdio. Fora isso, ela não tem nenhum contrato firmado com a BBC", seguiu o comunicado.

"Nosso contrato comm John é completamete diferente. Ele é contratado pela BBC para atuar ao longo dos treze dias de torneio, sujeito ao comprometimento dele com uma emissora dos Estados Unidos. Ele esteve no ar todos os dias e fez comentários ao vivo em doze dos treze dias do evento, além de programas de melhores momentos, links de abertura, participações em estúdio com Sue Baker, análises para tv e 606 programas para a BBC Radio 5, além de ações publicitárias", continuou a nota.

"Além de Sue Baker, John é a cara e a voz de nossa cobertura de Wimbledon e é considerado o melhor comentarista desses esporte, o que constatado pela audiência e pelo contrato que o impede de trabalhar para outra emissora britânica sem nossa permissão. Seu pagamento reflete isso. O gênero não é um fator".

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