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Filha de Mandlikova vas oitavas em Porto Alegre
28/02/2018 às 20h55

Elizabeth Mandlik, de 16 anos, filha de tetracampeã de Slam.

Foto: Gabriel Heusi/ Heusi Action

Porto Alegre (RS) - Número 62 do mundo, cabeça de chave 10, do Juvenil de Porto Alegre, que acontece na  Associação Leopoldina Juvenil e na Sogipa até o próximo domingo. Poderia ser apenas mais uma das várias 17 tenistas americanas na chave feminina, mas Elizabeth Mandlik tem algo de especial. Sua mãe é Hana Mandlikova, campeã de quatro Grand Slam, e a jovem de 16 anos quer seguir os mesmos passos da mãe famosa.

Mandlik teve muitos problemas nesta quarta-feira, mas avançou, vencendo por 6/3, 6/7 e 6/4 a qualifier equatoriana Mell Reasco. "Estava liderando por 6/3, 5/2 e só pensava em vencer, vencer, vencer e fiquei nervosa. Fui perdendo os pontos e deixei escapar. Eu me dizia que estava com medo, querendo ganhar tanto, mas sem mostrar minhas melhores habilidades, só empurrando bola", disse a americana. "É minha primeira vez aqui, deveria ter jogado ano passado, mas não consegui. Até aqui, este é meu melhor torneio, gosto muito do clube. Joguei US Open, estive em Roland Garros e as quadras deste torneio parecem bem com Roland Garros."

Elizabeth é treinada pelo romeno Gabriel Tifu e vive na Flórida, nos Estados Unidos, mas tem o suporte da mãe Hana Mandlikova, tcheca de nascimento que adotou a cidadania australiana. Mandlikova a acompanha em alguns torneios. Só não consegue mais pela estafa que o circuito lhe causou. Foi campeã do Aberto da Austrália em 1980 e 1987, de Roland Garros em 1981 e do US Open em 1985. A motivação de Elizabeth é superar e vingar a mãe, que bateu na trave duas vezes em Wimbledon em 1981 e 1986.

"Eu diria que ter minha mãe como campeã de Slam ajuda pois ela sabe como me sinto, sabe o que passo, quando se tem um mau dia e o que acontece.Quando ela jogava, viajava demais. Então, agora não curte muito, mas de vez em quando ela está comigo nos torneios", disse a jogadora. "Eu quero ser profissional, quero vencer todos os Grand Slams, tenho um preferido que é Wimbledon porque minha mãe não conseguiu conquistar. Seria bem legal." Mandlik enfrenta nas oitavas de final a compatriota Kacey Harvey, que passou pela goergiana Miriam Dalakshvili, cabeça 8, por 4/6, 6/1 e 6/3.

Uma grande surpresa do dia foi a vitória da canadense de origem equatoriana, Leylah Fernandez. Ela derrotou a terceira favorita, a americana Alexa Noel, 10ª do ranking mundial juvenil, por 6/3 e 6/4. Alexa vinha do vice-campeonato do Banana Bowl, em Criciúma (SC). Leylah nasceu no Equador, se mudou quando pequena para Montreal, no Canadá, onde vive até hoje e treina no Centro Nacional.

"Não fiz um jogo muito bom, saí abaixo 3/0 e 4/1 nos dois sets, mas consegui reunir forças para poder virar a partida. Muito bom poder ganhar assim sem jogar meu melhor e de uma ótima jogadora", disse a jogadora que tem como referência a belga Justine Henin, ex-número 1 do mundo.

"Tendo vários países na minha vida me inspiro em Rafa Nadal por sua luta, determinação e Federer por toda sua técnica. No feminino, sigo Justine Henin, não tinha muita altura, nem muita potência, mas muita técnica, variação, deixadas, slices e determinação. Meu jogo é mais ou menos assim, só meu backhand que é de duas mãos, mas uso bem o slice."

A colombiana Maria Osório Serrano, sexta do mundo, passou às oitavas de final aplicando um duplo 6/4 na sérvia Andjela Skrobonja e vai enfrentar a americana Chloe Beck, que fez 6/3 e 7/5 na argentina Andrea di Palma. Serrano completou 25 partidas sem perder, são quatro meses de invencibilidade e buscando a quinta conquista consecutiva.

Quatro brasileiras buscam a semi nos 16 anos

 Pela categoria 16 anos feminina, o Brasil conta com quatro tenistas ainda com chances de titulo na capital gaúcha. A paulista Camilla Bossi, as gaúchas Isadora Machado e Sofia Mendonça e a mineira Clara Penido fizeram o dever de casa e alcançaram as quartas de final.

Camilla Bossi, melhor brasileira no ranking Cosat, em confronto paulista, passou por Giovana Oliveira facilmente, em dois sets, placar de 6/0 e 6/1. Na busca de vaga na semifinal, Camilla joga contra a peruana Maria de La Torre Ugarte, sétima cabeça de chave. Em um jogo de mineiras, quem levou a melhor foi Clara Penido, quinta pré-classificada, que venceu Thaly Menache, por duplo 6/3. Na próxima fase enfrenta a peruana Daianne Hayashida, terceira cabeça de chave.

Já no jogo entre gaúchas, Isadora Machado ganhou de Riana Tornquist, placar de 6/0 e 6/1. Sua próxima adversária é a peruana Karen Siu, segunda favorita. A também gaúcha Sofia Mendonça venceu a paraguaia Karin Lampert, parciais de 6/3 e 6/2. Pela próxima rodada o desafio é contra a principal favorita, a uruguaia que vem de título no Banana Bowl, em Caxias do Sul, Guilhermina Grant. 

O Brasil não tem mais representantes nos 14 feminino. Carolina Xavier Laydner perdeu na segunda rodada. A catarinense foi eliminada pela peruana Alessia Martinez, terceira favorita, por 6/0 e 6/3. As duas favoritas da categoria ganharam seus jogos facilmente e estão nas quartas de final. Cabeça-de-chave número um, a boliviana Gabriela Flores venceu a peruana Daniela Rubio, parciais de 6x3 e 6x1 e enfrenta a colombiana Isabella Ortiz, oitava pré-classificada em busca de vaga na semifinal. A segunda favorita, a colombiana Valéria Carreno passou pela tenista da Guatemala, por um duplo 6x1 e encara a paraguaia Paulina Martinessi, sétima cabeça-de-chave.

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