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Base na Espanha é nova opção para brasileiros
16/02/2018 às 08h37

Nomes como Felipe Meligeni e Teliana Pereira já utilizaram a estrutura na Espanha

Foto: Arquivo

Florinópolis (SC) - A partir desta temporada, os jogadores brasileiros que disputam competições na Europa terão a oportunidade de ter uma base no continente para minimizar os gastos com viagens e possibilitar calendário mais extenso em torneios europeus. A parceria firmada pela Confederação Brasileira de Tênis e a BTT Tennis Academy oferece estrutura de treinamento em Barcelona.

Jovens em transição para a carreira profissional, o gaúcho Orlando Luz e o paulista Felipe Meligeni Alves foram os primeiros atletas a usufruir da pareceria que o oferece suporte técnico e financeiro. Já a pernambucana Teliana Pereira, ex-top 50 e que está voltando ao circuito depois de pausa na carreira no segundo semestre do ano passado, viajou com recursos próprios e fez uma pré-temporada na Espanha em janeiro.

O téncnico brasileiro Leo Azevedo, que atuou por oito anos na USTA (Associação Norte-Americana de Tênis), além de já ter trabalhado na Espanha, de 2003 a 2006, na academia de Juan Carlos Ferrero, é um dos coordenadores da BTT e acompanha os jogadores nacionais.

Gestor esportivo e de eventos da CBT, Eduardo Frick deu detalhes sobre a parceria. "Quando entrei na CBT em 2017, o presidente Rafael Westrupp me solicitou que buscasse alternativas para realizarmos esse projeto. Sempre foi um objetivo dele possibilitar novas experiências aos tenistas brasileiros".

"Foi quando começamos a conversar com algumas pessoas. Depois de avaliarmos, vimos que a que mais atendia às necessidades e vinha ao encontro do nosso pensamento era a BTT", acrescentou o dirigente. O local possui 16 quadras de saibro e conta com alguns dos melhores técnicos espanhóis. Entre eles está Francis Roig, um dos técnicos de Rafael Nadal.

"No ano passado, em Wimbledon, conversamos com o Leo Azevedo que estava por sair da USTA e iria começar na BTT. Já em novembro, visitamos as instalações da BTT em Barcelona, realizamos uma reunião com o Francis Roig e outros sócios e dirigentes da academia e fechamos a parceria", complementou Frick.

A indicação dos atletas é feita em parceria entre a Confederação e a BTT. Orlandinho e Felipe se encaixavam no perfil da academia e foram sugeridos pela BTT para o início do projeto. Entre os critérios de seleção e o perfil exigido estão a idade, o ranking, estar engajado com os projetos do alto rendimento da CBT e aceitar as convocações da entidade para defender o Brasil em competições oficiais. A Confederação banca 80% das despesas de treinamento, moradia e alimentação dos atletas que lá estão. O restante é pago pelos próprios jogadores.

"Nossa parceria se estende para outros atletas de transição que estejam na Europa e não queiram voltar para o Brasil. Eles podem usar a academia como base para treinamento inclusive levando seu técnico", explicou Frick. "O [Thiago] Wild, por exemplo, está superbem atendido na Tennis Route mas pode ser beneficiado pelo projeto".

De acordo com Frick, um dos próximos passos da Confederação é repetir a experiência também nos Estados Unidos. "Hoje podemos dizer que a CBT tem uma base para apoiar seus atletas na Europa, coisa que sempre falamos e não conseguíamos realizar", comentou. "Nosso objetivo é ter no futuro um ponto de referência nos Estados Unidos. Assim também poderíamos atender outros atletas".

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