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ITF define regras para circuito de transição
03/02/2018 às 16h08
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Londres (Inglaterra) - A ITF definiu regras e anunciou na última quinta-feira os detalhes para a criação do circuito de transição, que será aplicado no tênis profissional a partir do ano que vem. A medida afeta diretamente a situação de jogadores juvenis e atletas que disputam eventos de nível future.

A partir de 2019, os torneios de US$ 15 mil não vão mais oferecer pontos nos rankings da ATP ou da WTA. Esses eventos serão substituídos pela chamada 'Transition Tour', que continuam a distribuir a mesma premiação, mas ofercerão pontos de entrada para um ranking administrado pela própria Federação Internacional.

Para o cálculo deste novo ranking, chamado de 'ITF Entry Points', a ITF irá monitorar os torneios de US$ 15 mil para homens e mulheres ao longo da temporada 2018 e os também os torneios masculinos de US$ 25 mil. No final do ano, os pontos nos rankings da ATP e WTA obtidos nesses eventos serão retirados dos jogadores e seus resultados serão convertidos para o ranking de transição.

O circuito feminino passará a dar pontos na WTA a partir dos torneios de US$ 25 mil. Cinco vagas nas chaves principais desses torneios serão reservadas para jogadoras com boas posições no ranking de transição. Já nos torneios da Transition Tour, cinco vagas ficam para jogadoras no top 100 do ranking juvenil da ITF.

No masculino, os pontos da ATP começam a valer a partir das semifinais dos futures de US$ 25 mil em 2019. Já em 2020, todos os futures valerão exclusivamente para o circuito de transição. Outra novidade é que os qualificatórios de torneios challenger, que hoje não dão pontos na ATP, valerão pontos no ranking de transição e receberão jogadores vindos do circuito de base. Assim como no feminino, os juvenis também terão acesso às chaves de torneios da Transition Tour masculina.

Um estudo da ITF a partir de dados e entrevistas colhidos entre os anos de 2001 e 2013 concluiu que em torno de 14 mil jogadores competem por ano em torneios profissionais, mas muitos desses jogadores não têm condições de se manter financeiramente no circuito. O ranking médio para que um jogador pare de ter prejuízo é 336 para homens e 253 para mulheres e o tempo médio para que um juvenil chegue ao top 100 aumentou nos últimos anos. Com isso, a entidade pretende criar um criar um “grupo verdadeiramente profissional”, composto por aproximadamente 750 homens e 750 mulheres que possam efetivamente viver do tênis.

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