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Nos EUA, Décamps reitera desejo de ser profissional
31/01/2018 às 18h07

Décamps seguiu o caminho do circuito universitário americano no ano passado

Foto: Arquivo

Orlando (EUA) - Depois de encerrar a trajetória no circuito mundial juvenil da ITF no ano passado, o paulista Gabriel Décamps escolheu o caminho do tênis universitário norte-americano ao aceitar uma bolsa de estudos da University of Central Florida, localizada em Orlando. Embora tenha adiado o período de transição na carreira em torneios de nível future, Décamps reitera o desejo de seguir carreira profissional no circuito.

"Foi uma decisão muito difícil para mim, porque no começo eu realmente não queria ir", disse Décamps em entrevista ao site Daquiprafora. "Muitas pessoas falaram que não era a melhor opção para mim e até falaram que se fosse, eu poderia esquecer de ser um tenista profissional".

"Antes de vir para os Estados Unidos eu pensava a mesma coisa, pois pessoas colocaram coisas na minha cabeça. Elas nunca vivenciaram o tênis universitário para saber", acrescentou o paulistano de 18 anos, que foi número 17 no ranking mundial juvenil e tem duas vitórias na carreira profissional, obtidas em futures americanos.

A partida para os Estados Unidos se deu pela falta de garantias que tinha sobre sua sequência na carreira, aliada a uma boa oferta vinda da universidade. "Estava muito difícil meus pais bancarem minha carreira, mesmo com a ajuda da CBT", disse Décamps. "O treinador da faculdade [John Roddick, irmão mais velho do ex-número 1 do mundo Andy Roddick] me ofereceu um belo plano de carreira, me dando uma bolsa de 100% para treinar em um dos melhores centros do mundo, na USTA".

"Posso jogar futures e treinar com os profissionais que treinarem aqui", explicou. "Você consegue elevar seu nível treinando com pessoas melhores que você". O jovem paulista relata que o nível técnico o surpreendeu. "No começo senti bastante dificuldade de adaptação, pois saí da minha zona de conforto. O nível é bem forte, todos jogadores são muito competitivos, brigam até o ultimo ponto. Eu nunca pensei que o nível fosse tão alto".

O jogador de 1,93m conta que não teve tanta dificuldade para se acostumar com um calendário de competições mais voltado para o piso duro. "Sempre gostei muito de jogar em quadras rápidas, então não foi tão difícil para mim. Tenho evoluído bastante meu saque e meu jogo de rede, porque acredito que são áreas muito importantes".

Décamps afirma não ter pressa para realizar sua transição para o tênis profissional até por conta da atual realidade do circuito, em que muitos jogadores estão chegando mais tarde ao alto nível. "Hoje em dia o tênis é um esporte no qual o jogador chega no top 100 aos 24 ou 25 anos, de cinco a sete anos depois do juvenil. Nesse tempo, você gasta muito dinheiro sem a garantia de que você conseguirá chegar".

"Se você for para uma boa universidade, pode continuar a evoluir seu jogo, sair com um diploma e ainda jogar profissional. Claro, meu sonho sempre foi ser jogador profissional e não vou desistir disso. Tenho que seguir evoluindo todos os dias independente de onde estiver. Cada um tem seu caminho e tempo".

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