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Sharapova: 'Estreia foi bom teste para o 2º jogo'
16/01/2018 às 10h53

Russa identifica semelhança entre os estilos das duas primeiras adversárias

Foto: Divulgação

Melbourne (Austrália) - Depois de vencer seu jogo de estreia no Australian Open, Maria Sharapova já está de olho na segunda rodada. A russa considera que a vitória por 6/1 e 6/4 sobre a alemã Tatjana Maria serve como um aquecimento para seu próximo compromisso em Melbourne. A ex-número 1 do mundo se prepara para enfrentar a 15ª do ranking Anastasija Sevastova.

"Todos os pontos foram realmente importantes para mim hoje. Não sabia muito sobre minha adversária, o que é estranho, considerando que eu nunca havia jogado contra ela e nós duas estamos há bastante tempo no circuito", disse Sharapova, que aparece atualmente na 48ª colocação.

"Sinto que foi um bom teste para a partida contra minha próxima adversária, contra quem eu já tive dificuldades no passado. Eu não diria que elas jogam o mesmo jogo, mas possuem muitas semelhanças. Acho que foi um bom aquecimento", explicou a russa que perdeu para Sevastova no último US Open e deu o troco em Pequim, em jogo definido apenas no tiebreak do terceiro set.

Sharapova comentou sobre os erros que não quer repetir depois da derrota em Nova York. "Errei muitos swing-volleys no US Open. Quando voltei para casa, meu pai me fez bater swing-volleys até eu ficar exausta. Quando ganhei dela em Pequim, senti que havia melhorado nisso e estava um pouco mais consistente".

"Mas não é uma partida fácil. Ela não é uma adversária fácil para ninguém, mas especialmente para uma jogadora agressiva como eu. Ela é uma oponente que testa minha paciência, mas estou disposta a ficar em quadra durante o tempo que for preciso", comentou a campeã de 2008.

A participação da russa no sorteio da chave do Grand Slam australiano rendeu críticas por conta da suspensão de quinze meses por doping cumprida recentemente pela ex-número 1 do mundo. "Fui convidada a fazer parte do sorteio por Craig Tiley (diretor do torneio) e pela organização do evento e gentilmente aceitei. Não tenho mais nada a dizer sobre isso".

Aos 30 anos, Sharapova foi perguntada sobre a sequência de sua carreira, especialmente por conta de nomes como as irmãs Venus e Serena Williams, aos 37 e 36 anos, e a italiana Francesca Schiavone, também aos 37, que continuam no circuito. "Não sei o que é possível e o que não é. Não quero adivinhar. Quando eu era mais nova, eu achava que não estaria jogando aos 30 anos e aqui estou eu".

"Enquanto meu corpo permitir que eu possa disputar jogos em dias seguidos nos torneios e eu ainda tiver capacidade e motivação, vou continuar. Mas acho que eu poderia me surpreender quando eu parar de jogar e não sei quando isso irá acontecer".

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