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Para Wilander, Goffin é maior barreira para Federer
07/01/2018 às 16h44

Goffin deu grande salto de qualidade no final do ano

Foto: Arquivo

Melbourne (Austrália) - Dono de sete títulos de Grand Slam e hoje comentarista da rede Eurosport, o sueco Mats Wilander acredita que o belga David Goffin seja o adversário mais perigoso no momento para a defesa do título de Roger Federer no Australian Open.

"Federer é sem dúvida o favorito. No ano passado, não se esperava nada dele e chegou sem pressão. Mas quando jogou Wimbledon, não mostrou qualquer sinal de ansiedade. Quem nesta terra pode pará-lo na defesa do título", avalia o sueco em entrevista ao site espanhol Punto de Break.

Wilander aponta alguns poucos nomes com capacidade de encarar o suíço. "Creio que Goffin é o primeiro a se levar em conta, assim como Alexander Zverev, que tem grande personalidade. Não acredito que Zverev esteja preparado para ganhar um Slam, mas sim fazer uma grande campanha. Acho que jogar ao ar livre e em melhor de cinco sets dá mais chance a Goffin".

Grigor Dimitrov está fora da lista de favoritos para o comentarista: "Ele pode derrotar qualquer um dos tops, mas não tem a consistência necessária para vencer um Slam".

Prevendo um possível reencontro entre Federer e Rafael Nadal, Wilander acha que o espanhol precisa voltar a ter paciência. "Quando Federer joga bem, não sei se há alguém no mundo que possa vencê-lo. Por isso é preciso ter paciência e esperar suas chances, evitar os pontos muito rápidos. Talvez, Rafa precise dar um passo para trás, admitir que está enfrentando o melhor de todos os tempos e trocar mais bolas".

O sueco continuou seus elogios a Federer: "Não diria que ele está jogando seu melhor tênis da carreira, porém está mais eficiente. Joga pontos curtos, não dá três forehands chapados no mesmo tempo, faz um saque-voleio no 30-0 ou no 40-15 para não dar ritmo ao adversário. Então acho que ele está jogando melhor na forma tática. Penso que poderia manter esse nível por mais dois ou três anos, ainda será um adversário perigoso aos 40 anos", prevê.

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