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Com Laver Cup, promotora de Federer ganha espaço
29/09/2017 às 08h00

Primeira edição da Laver Cup terminou com Federer marcando o ponto decisivo e vitória da equipe europeia

Foto: Divulgação
Felipe Priante

Listada pela Forbes como a 40ª maior agência esportiva do mundo, a Team8, que tem como um dos principais parceiros o suíço Roger Federer, tenta aos poucos se solidificar no mercado buscando seu espaço. Comandada por Tony Godsick, agente de longa data do ex-número 1 do mundo, a agência foi uma das principais responsáveis pela criação e realização da Laver Cup, cuja primeira edição foi disputada entre os dias 22 e 24 de setembro na Arena O2, em Praga.

"Nunca vemos eu jogando ao lado de (Rafel) Nadal, ou de (Novak) Djokovic. O torneio poderá proporcionar isso, de eventualmente eu e Nadal comemorarmos juntos a conquista de um ponto", destacou Federer no lançamento da competição, em janeiro de 2016. Mais de um ano e meio depois, o torneio finalmente saiu do papel e se tornou um sucesso de crítica e de público.

Embora tenha participado ativamente da concepção da Laver Cup, sendo um dos padrinhos do evento, o suíço ainda não colocou ativamente a mão na massa. "Não me vejo como homem de negócios, acima de tudo sou um tenista. Não tenho muito a ver com o formato ou a organização do evento, foi tudo feito por Godsick e sua equipe. Ele apenas perguntou minha opinião sobre várias coisas, pois sei o que é melhor para jogadores e fãs", disse em entrevista ao Blick.

A boa recepção do torneio, que já tem confirmada a edição de 2018, marcada para acontecer entre os dias 21 e 23 de setembro no United Center, arena com capacidade para 23.500 espectadores, em Chicago, pode ajudar a alavancar a Team8 na promoção de eventos. Avaliada em US$ 12,2 milhões, a agência por enquanto tem como foco o tênis, gerindo contratos de US$ 73,4 milhões de seus principais clientes: além de Federer, o argentino Juan Martin del Potro e o búlgaro Grigor Dimitrov.

Para tirar do papel a estreante competição entre o time da Europa e o do Resto do Mundo, a agência de Federer contou com um toque brasileiro, tendo na figura de Jorge Paulo Lemann, fundador da Ambev e dono da maior fortuna do país, um dos parceiros na organização. Lemann, que possui dupla cidadania, já disputou a Copa Davis representando tanto o Brasil quanto a Suíça.

"Sua esposa apoia minha fundação e acabei o conhecendo melhor nestes últimos anos. Ele é um cara muito legal e ligado ao tênis, principalmente à Copa Davis. Ter Lemann por trás ajuda muito e dá para contar com sua participação em várias situações, facilitando o processo", disse Federer.

O suíço garantiu ter ouvido elogios dos jogadores, mas que enquanto esteve em ação o foco mesmo era nas partidas. "Até agora só ouvi coisas boas. Na verdade, ficamos mais discutindo as táticas do jogo", observou Federer, que fez questão de destacar a importância de ter uma competição assim para enaltecer a história do tênis, trazendo de volta nomes que marcaram época no esporte.

"Eu queria dar aos jogadores mais velhos um papel importante, para que eles voltassem a fazer parte desta festa que é o tênis. Disputamos aqui um torneio em homenagem a Rod Laver e com capitães do porte de Bjorn Borg e John McEnroe, caras que inspiraram a minha geração e podem também inspirar as que virão no futuro", finalizou.

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