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Brasil tenta repetir virada ocorrida há 51 anos
15/09/2017 às 14h51

Thomaz Koch esteve em quadra no duelo contra os espanhóis em 1966

Foto: Arquivo
por Mário Sérgio Cruz

Depois de ter sofrido duas derrotas para os japoneses no primeiro dia do confronto válido pelos playoffs do Grupo Mundial da Copa Davis, o Brasil precisa de uma improvável virada para se garantir na divisão de elite em 2018. A única vez que os brasileiros venceram uma série de Davis depois de perderem os dois primeiros jogos foi há 51 anos.

Em 1966, quinze anos antes da criação do Grupo Mundial, os brasileiros venceram a Espanha por 3 a 2 nas quadras de saibro do Real Club de Tenis de Barcelona, para um confronto ocorrido entre os dias 14 e 17 de maio. 

Na ocasião, Juan Gisbert venceu Thomaz Koch por 3/6, 6/4, 6/1 e 6/4. A vantagem espanhola aumentou com a vitória de Manuel Santana, o Manolo, sobre Edison Mandarino 7/5, 7/5 e 6/4. Até então, o Brasil jamais havia revertido tal desvantagem desde que estreou na Davis em 1932.

A virada começaria com a vitória de Koch e Mandarino nas duplas. Os brasileiros derrotaram Jose-Luis Arilla e Juan Gisbert por 3/6, 6/2, 7/5, 5/7 e 6/4. Koch empataria o confronto ao superar Manolo Santana por 7/5, 6/2 e 6/1.

A última partida foi emocionante. Como o tiebreak durante os sets só seria introduzido na Davis em 1989, com a adoção do tiebreak do quinto set no ano passado, três parciais precisaram de games estras. Mandarino derrotou Gisbert por 7/5, 3/6, 9/11, 8/6 e 8/6 para decretar a histórica virada brasileira.

Naquele ano, o Brasil também passaria por Dinamarca, Polônia, França e Estados Unidos antes da derrota para a Índia na final da fase Inter-Zonal. Caso o Brasil tivesse vencido os indianos, a equipe disputaria o Challenge Round, valendo o título contra o campeão do ano anterior, que foi a Austrália. 

De volta a 2017, os mineiros Marcelo Melo e Bruno Soares tentam dar início à virada de 51 anos atrás a partir das 23h (de Brasília) desta sexta-feira. A dupla brasileira é favorita contra Yasutaka Uchiyama e o estreante Ben McLachlan no piso duro do Utsubo Tennis Center, em Osaka. No domingo, o cearense Thiago Monteiro desafia Yuichi Sugita, enquanto o gaúcho Guilherme Clezar enfrenta Go Soeda.

As viradas após duas derrotas no primeiro dia são raríssimas na Copa Davis. Em toda a história da competição, desde 1900, isso aconteceu apenas 57 vezes. Já a partir da criação do Grupo Mundial em 1981, foram apenas dez ocasiões na elite da Davis. A Suécia foi o país que mais protagonizou viradas, com quatro no total. Já o caso mais recente ocorreu no ano passado, quando a Croácia venceu os Estados Unidos em Portland.

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