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Lesionado, Murray sai orgulhoso por sua campanha
12/07/2017 às 17h54

Britânico lidou com problema no quadril desde o começo do torneio

Foto: Divulgação

Londres (Inglaterra) - Depois de lutar contra uma lesão no quadril ao longo de toda sua trajetória em Wimbledon, Andy Murray ficou orgulhoso de sua campanha apesar da eliminação nas quartas de final. O britânico venceu quatro partidas antes da queda para o norte-americano Sam Querrey em cinco sets.

"Isso me incomodou durante todo o torneio, mas tentei o meu melhor até o fim. Estou orgulhoso disso", disse Murray após a derrota por 3/6, 6/4, 6/7 (1-7), 6/1 e 6/1 nesta quarta-feira.

"É claro que é decepcionante perder em Wimbledon, porque havia uma oportunidade, então estou triste pelo torneio ter acabado para mim", comenta o britânico, que só disputou um jogo na grama antes de Wimbledon.

"Eu tenho lidado com essa lesão há muito tempo durante minha carreira. Obviamente, à medida que você envelhece, as coisas são um pouco mais difíceis de gerenciar do que são quando você é mais jovem. Há um pouco mais de desgaste", acrescenta o jogador de 30 anos.

"Tenho certeza de que conseguirei superar isso. Eu só preciso fazer todas as coisas certas e ser ainda mais cuidadoso e profissional do que recentemente", complementa o bicampeão do Grand Slam britânico.

Murray ainda diz que, ao saber que sua participação em Wimbledon não comprometeria a preparação para os torneios do verão americano, ele fez o possível para tentar o terceiro troféu. "Eu sabia que não teria nenhum dano significativo ao jogar e busquei soluções de curto prazo. Porque a gente sempre quer jogar em Wimbledon e sempre quer jogar todos os Slams e dar seu melhor esforço neles".

"Consegui passar por quatro partidas e fiz tudo bem. Agora vou sentar-me com a minha equipe, pensar um pouco mais a longo prazo e apresentar um plano para o que devo fazer depois", revela o britânico, que só deve voltar a atuar no Masters 1000 do Canadá, que acontece entre os dias 7 e 13 de agosto.

Mesmo com a eliminação nas quartas, Murray permanecerá no topo do ranking mundial. Entretanto a diferença dele para Rafael Nadal será de apenas 285 pontos, sendo que o espanhol tem poucos resultados a defender no fim do ano, ao contrário do britânico.

"Eu não joguei bem o suficiente este ano para merecer ficar por muito mais tempo. Se não acontecesse no final deste torneio, vai acontecer até o final do US Open. Eu preferiria ser o número 1 que o número 2, 3 ou 4. Mas se eu perder a liderança, vou tentar encontrar uma maneira de voltar até lá".

Sobre a derrota para Querrey, ele destacou o bom saque e as aproximações do rival à rede. "Acho que ele está jogando bem neste torneio. Ele está procurando ser agressivo. A potência dos golpes que ele tem dá a ele uma melhor chance de jogar bem nesses eventos na grama".

"Acho que antes do jogo de hoje, ele estava com uma média de 25 aces por partida. Quando ele está sacando bem, isso permite que ele fique um pouco mais solto no resto do jogo e arriscar mais. Ele está subindo um pouco mais do que costumava no passado. Ele certamente é competente na rede e faz bons voleios. Essa é a principal diferença que vi em seu jogo".

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Faberg
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