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Moyá minimiza seu papel na reação de Nadal
14/05/2017 às 12h13

Moyá e Toni Nadal conversam durante jogo de Nadal

Foto: Arquivo

Madri (Espanha) - Adicionado ao time de Rafael Nadal ao final de 2016, o ex-número 1 e amigo pessoal Carlos Moyá não quer holofotes para explicar o excelente retorno do pupilo, que voltou a jogar muito bem após duas temporadas difíceis. "Todo mundo tem sempre coisas a melhorar. O próprio (Roger) Federer evoluiu neste ano e Rafa também está fazendo isso agora. A perfeição absoluta não existe", afirma em entrevista ao site espanhol Punto de Break.

Moyá evita enaltecer demais sua participação na reação de Nadal. "O técnico tem muito menos papel do que se pensa. Precisa não interferir e não prejudicar, o trabalho todo é feito pelo jogador. Servimos para dar uma visão de fora, porque nem sempre se vê corretamente de dentro. O importante é o tenista respeitar o time e nesse aspecto temos muita sorte com Rafa. Somos amigos de muitos anos, mas ele é o primeiro que sabe diferenciar o que acontece na quadra e fora delas. Falamos disso antes de eu entrar para a equipe e estamos indo muito bem".

Ele confirma que a ideia é deixar o jogo do pupilo mais ofensivo. "O time tem feito Rafa ver que ele precisa ser agressivo. Alguns dias se consegue, outros não, mas é necessário tentar. Ele está variando bem o saque. Mas para mim o que está fazendo melhor neste ano é competir. Estava com muitas dúvidas. Ganhar sem jogar bem está ao alcance de poucos".

Questionado se Rafa já recuperou o mesmo nível do passado, o treinador se esquivou. "Não é possível afirmar que ele recuperou todo seu jogo, mas fez alguns jogos nestes cinco meses em que foi tão bem como antes, como a final de Barcelona (contra Dominic Thiem) ou de Monte Carlo (frente a Albert Ramos). Acho que a de Barcelona foi a que ele esteve mais perto da sua melhor versão".

A grande temporada de Nadal não surpreende Moyá. "Claro que eu esperava esses resultados, porém talvez não tão rápido. Era fácil ver sua motivação, sua forma de trabalhar, sua ambição. E aí os resultados vêm normalmente. As vitórias aumentam a confiança". Ele alfineta a imprensa. "Sabemos a facilidade de se enterrar e ressuscitar os jogadores. É fato que Rafa não jogou tão bem nos últimos dois anos, por circunstâncias variadas. Agora vamos de novo uma áurea divina sobre ele e os adversários sabem que terão de ficar na quadra três horas para derrotá-lo".

Sobre quem pode ser o grande adversário de Rafa no saibro, Moyá destaca justamente Thiem. "Temos treinando muito com ele, mas nada foi como aquela atuação em Barcelona. Thiem é um dos nomes a ficar atento. Espera-se também reação de (Novak) Djokovic. Já (Andy) Murray não tem o saibro como seu melhor, embora tenha jogado bem no ano passado. (Stan) Wawrinka é sempre perigoso e (David) Goffin está jogando muito bem".

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