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Volta a Barcelona traz boas lembranças a Murray
26/04/2017 às 16h35

Com a desistência de Tomic, Murray estreia apenas nesta quinta já pelas oitavas

Foto: Divulgação

Barcelona (Espanha) - Convidado de última hora para disputar o ATP 500 de Barcelona, Andy Murray tem ótimas recordações da cidade. Boa parte da formação do atual número 1 do mundo como tenista foi na Academia Sanchez-Casal, onde ele chegou com apenas 13 anos de idade e permaneceu por duas temporadas.

"Eu vivi em Barcelona por dois anos e adorei. Foi a primeira vez que eu estava longe de casa e, embora fosse difícil, foi a primeira vez que eu tive independência. Foram dois dos melhores anos da minha vida", disse Murray que estrearia nesta quarta-feira, mas avançou por w.o. após a desistência de Bernard Tomic.

Em sua quinta participação no torneio, o britânico entrará em quadra já pelas oitavas de final. Nesta quinta-feira, por volta das 9h (de Brasília) ele enfrenta o canhoto espanhol Feliciano López, a quem derrotou nos dez encontros anteriores.

"Eu não vinha para cá desde 2012, e muita coisa aconteceu desde então. Tenho ótimas lembranças, não só de treinar e morar aqui, mas também porque eu joguei meu primeiro jogo profissional em uma dessas quadras", avaliou o jogador que completará 30 anos em maio.

Murray destacou sua recente evolução no saibro, que já rendeu títulos em Roma, Madri e Munique além de um vice-campeonato em Roland Garros. "Sinto que sou um jogador muito melhor no saibro hoje do que eu era há cinco anos", avaliou.

"Na última vez que joguei aqui, eu nunca tinha vencido um torneio no saibro ou mesmo chegado à uma final. Nos últimos anos, tive grandes vitórias contre alguns dos melhores jogadores nesta superfície, como Rafa [Nadal] e Novak [Djokovic]".

O atual líder do ranking também comentou sobre a pressão de defender o primeiro lugar. "A partir do momento que entro em quadra, não penso que sou o número 1. É a mesma quando era o terceiro ou o quarto, você não pensa sobre isso. Você tem que se concentrar em ganhar o jogo".

"É claro que eu me sinto muito orgulhoso de ter atingido o ponto mais alto e espero ficar lá por um longo tempo, mas é difícil. Levei 12 anos para chegar lá, e o esforço físico e mental para conseguir isso no ano passado foi enorme. Não é fácil permanecer no topo, mas espero conseguir".

"Roger [Federer] e Rafa [Nadal] estão jogando um ótimo tênis depois de um ano difícil para ambos por causa das lesões. É bom vê-los neste nível. Os melhores jogadores continuam evoluindo e espero que todos nós possamos continuar saudáveis para um emocionante restante de temporada".

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