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Murray é contra convites para quem usou doping
01/03/2017 às 17h43

Murray acredita que jogadores que voltam de suspensão devem recuperar ranking por conta própria

Foto: Divulgação

Dubai (Emirados Árabes) - No momento em que três importantes torneios do circuito feminino já anunciaram convites para Maria Sharapova, que volta de suspensão de 15 meses por doping, Andy Murray se manifestou contrário à decisão tomada pelos organizadores das competições em Stuttgart, Madri e Roma, mas tenta entender o lado de quem faz o torneio acontecer.

"Eu acho que você tem que trabalhar para fazer seu caminho de volta", disse Murray ao jornal The Times. "No entanto, a maioria dos torneios vai fazer o que eles acham que é melhor para o seu evento. Se eles acham que ter nomes grandes vai vender mais ingressos, então eles vão fazer isso. "

Diante da possibilidade de Sharapova receber convites para Roland Garros e Wimbledon, o britânico pode tentar garantir um ranking suficiente para ter a entrada direta no Grand Slam britânico. Já no saibro parisiense, a ex-número 1 certamente precisaria de um convite já que a lista de inscritas fecha antes de sua volta ao circuito em abril.

"Ela [Sharapova] tem a oportunidade de tentar melhorar seu ranking até lá e potencialmente não precisaria de um convite", avaliou. "Mas se ela não conseguir, cabe a Wimbledon a decisão sobre como eles vão lidar com isso. Tenho certeza que eles vão pensar muito sobre o assunto e sobre como será a reação das pessoas por isso e tomar a decisão certa para eles".

Encerrando o assunto, o número 1 do mundo e membro do Conselho dos Jogadores da ATP reforça que "Os jogadores do circuito masculino não podem influenciar o que pode acontecer no circuito da WTA".

O britânico aprovou o desempenho na vitória sobre Guillermo Garcia-López pelas oitavas de final no ATP 500 de Dubai, "Foi muito melhor do que como eu vinha jogando no início do ano. Fui agressivo e me senti mais sólido para ditar os pontos", disse em entrevista coletiva após a vitória por 6/2 e 6/0.

"Eu bati o meu forehand muito bem nos últimos dois jogos, saquei melhor hoje e foi um bom começo. Obviamente, os jogos ficarão mais difíceis, mas estou muito mais feliz com a forma como estou jogando", avaliou o jogador de 29 anos que enfrenta o alemão Philip Kohlschreiber nas quartas de final.

"Vai ser difícil, porque cada vez que jogamos foram duelos muito equilibrados. Acho que ele gosta das condições daqui e tem jogado bem nos últimos anos", disse Murray que tem quatro vitórias e uma derrota contra Kohlschreiber. "Ele é um cara talentoso, usa bem os ângulos e bate com muito spin. Se você deixá-lo ditar os pontos, ele faz você correr muito. Então eu preciso jogar bem".

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