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Bruno pede cautela com 'mudança radical' no Rio
25/02/2017 às 07h00

Bruno acredita que troca de piso não é algo tão simples

Foto: Fotojump
Felipe Priante

Rio de Janeiro (RJ) - Um dos integrantes do Conselho de Jogadores da ATP, o mineiro Bruno Soares comentou sobre a possibilidade da troca de piso do Rio Open, que quer sair do saibro para a quadra dura. O duplista não vê problemas na mudança, mas acredita que para isso acontecer há muitos fatores a serem considerados, inclusive o fato de o torneio em sua forma atual estar bem redondo.

"O Rio Open vem crescendo a cada ano e por isso temos que ter um cuidado pela forma com que ele vai crescendo. A cada ano que passa está mais legal e a turma criou uma identidade bacana com esse clube e com a vista. Pelo lado dos jogadores, o evento está cada vez melhor, estabelecendo uma tradição com dois ou três top 10 e acho que o público já está se identificando com isso", analisou. 

"Precisamos ter muito cuidado com alterações radicais. Mudar de piso é uma delas, mudar de piso e de lugar é ainda mais radical. O torneio cresce de uma forma orgânica e melhorando a cada ano, sempre com novidades. Há uma ansiedade muito grande para se fazer coisas com o Parque Olímpico, mas não temos que nos precipitar. O complexo lá pode comportar um Rio Open até maior", completou o mineiro.

Bruno não vê a mudança tão simples, lembrando que o Rio Open tem hoje uma licença de fazer um ATP 500 no saibro e está no circuito sul-americano junto com outros três torneios. "Até 2018 é isso o que a gente tem, em 2019 acabam-se os contratos e está sendo pensada uma forma de tentar melhorar o calendário e trazer uma coisa mais atrativa para os torneios e de repente pode haver uma mudança", explicou o duplista. 

"O pedido tem que ser feito dentro de um contexto. Não adianta o Rio pedir para querer mudar sem saber o que Buenos Aires, São Paulo e Quito vão fazer também. Para ter uma lógica, os torneios precisam se organizar para ter um sentido. Não pode mudar tudo para a quadra rápida e acabar com o saibro, a ATP tem que ver se faz sentindo mudar", disse Bruno, que lembrou que além dos principais nomes há também aqueles que precisam ganhar partidas para se sustentar

"O que é o jogador de tênis? Temos os grandes nomes, que fazem o showbiz, atraem público e tudo, mas a grande maioria são trabalhadores, caras que vivem daquilo ali. É preciso tomar muito cuidado para não dar mais chance para um e menos para outro, por isso tudo tem que ser bem pensado", observou o atual número 8 do mundo nas duplas.

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