Notícias | Dia a dia
Rogerinho festeja ano e lamenta falta de challengers
26/12/2016 às 08h00

Rogerinho bateu o italiano Thomas Fabbiano na estreia olímpica

Foto: Arquivo
Felipe Priante

O paulista Rogério Silva lembrará com muito carinho de 2016, um ano no qual teve sucesso, terminado dentro do top 100 e disputando cinco finais de challenger, com quatro vices e um título. Mas o que ficará mais marcado será sua participação nos Jogos Olímpicos do Rio, onde chegou a vencer uma partida, mas não conseguiu superar a segunda rodada. 

A resta final de sua temporada foi das melhores, com resultados que nunca havia conseguido neste período do ano. Depois de sua participação no US Open, Rogerinho fez três semifinais em challengers e obteve mais quatro vice-campeonatos.

Só que tudo isso foi conquistado fora do país, já que em 2016 foram pouquíssimos torneios, apenas cinco deste porte e o último deles na primeira semana de outubro. "Acho que é uma coisa ruim para todos, torço para que eles voltem", lamentou o paulista, que ocupa atualmente a 98ª colocação no ranking e quer seguir no top 100 na próxima temporada. 

Veja o que Rogerinho falou na entrevista exclusiva para TenisBrasil:

Como você avalia a temporada que passou? 

Foi a melhor temporada da minha carreira. Terminar o ano entre os 100 primeiros, disputar pela primeira vez os Jogos Olímpicos e os Grand Slams foi algo indescritível! 

Qual a importância de poder ter disputado os Jogos Olímpicos do Rio? Era uma das metas no começo do ano?

No começo nem pensava tanto nos Jogos Olímpicos, mas foi algo que foi crescendo de acordo com os resultados. Quanto melhor ia nos torneios, mais real ficava o sonho dos Jogos.

Vencer uma partida nas Olimpíadas foi especial? 

Foi uns dos momentos de maior felicidade que tive na minha carreira. Teve um gosto mais especial, porque nunca tinha pensado em poder participar dos Jogos Olímpicos e em casa foi incrível. Foi muito especial! Em casa, com a torcida motivando todo o tempo, vou me lembrar daquele momento para sempre.

Como surgiu a parceria com o seu atual treinador Andres Schneiter? O que ele tem acrescentado ao seu jogo? 

A parceria com o Andres aconteceu em um momento em que eu buscava alguém que tivesse uma experiência no circuito que eu ainda não tinha. Na época eu também não tinha condições financeiras de ter um treinador exclusivo para mim. Então comecei a procurar outros jogadores que quisessem dividir as despesas comigo e foi quando encontrei ele. Acho que venho crescendo ao longo do trabalho com ele, sendo mais constante nos resultados e melhorando em outras superfícies além do saibro.

Depois do US Open você teve ótimos resultados. Sentiu que as coisas se encaixaram bem neste momento? 

Se encaixaram muito bem, nunca tinha jogado tão bem nessa época do ano. Foi muito bacana quebrar essas barreiras.

Este ótimo fim de ano te anima ainda mais para 2017? 

Sim, estou animado e isso me dá mais energia para treinar cada vez mais firme.

Quais são as metas para a próxima temporada? 

Eu não sou muito de colocar metas e olhar pontos, mas a meta e tentar permanecer no top 100 e ter um calendário com mais torneios ATP.

Você tem sentido falta dos torneios challengers no Brasil, que cada vez estão em menor número? Acredita que isso atrapalhe quem busca subir e tentar um lugar no top 100? 

A falta de torneios no Brasil acho que é ruim para todos, torço para que eles voltem.

Está conseguindo conciliar bem as tarefas de tenista com as de pai, ou o circuito dificulta muito isso? 

Sim, estou sim! Minha esposa e toda minha família ajuda muito com isso. O difícil é ficar longe delas.

Muitos dos atletas que participam das Olimpíadas tatuam os aros olímpicos. Você, que já tem algumas tatuagens, pretende fazer isso ou já fez? 

As Olimpíadas foram algo muito especial é uma das maiores emoções que tive na minha vida, mas não pretendo tatuar os aros olímpicos. Outras tatuagens sim (risos)!

Comentários
Raquete novo
Suzana Silva