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Safin admite exageros nos seus tempos de circuito
08/12/2016 às 16h37

Safin defende as cores do time japonês na IPTL

Foto: Divulgação

Cingapura (Cingapura) - Conhecido por seu comportamento não muito ortodoxo, principalmente fora das quadras, o russo Marat Safin admitiu que exagerou em algumas oportunidades em sua época de jogador, ultrapassando certos limites e cometendo algumas loucuras. Em sua passagem por Cingapura, para a disputa da IPTL, ele conversou com o The Straits Times e relembrou momentos da carreira.

"Eu exagerava um pouco, mas era assim que eu era. Não era raiva e não era algo contra alguém, era sim apenas uma maneira de me expressar. Não conseguia segurar algumas coisas dentro de mim porque estava efervescendo. Cheguei até o limite. Olhando para trás, vejo que em alguns momentos eu não estava gostando do que fazia", afirmou o ex-número 1 do mundo. 

Mesmo admitindo seus exageros, Safin lembrou que muitas coisas que falaram dele o deixaram incomodado e não se esquece daqueles que relevaram suas atitudes à época. "Agradeço às pessoas que não me julgaram por certas coisas e levaram na boa as vezes que extrapolei", afirmou o russo, que disse ter percebido melhor as coisas com o passar do tempo.

"Com o tempo percebi o quão era importante ter um time ao meu lado. A vida é um eterno aprendizado, você aprende todos os dias até o último", observou Safin, que além de ter sido número 1 do mundo venceu dois Grand Slam, o primeiro deles o US Open de 2000 e o segundo o Australian Open de 2005. 

Safin revelou que a última conquista foi especial para ele. "Foi um alívio ter vencido meu segundo Grand Slam, pois assim eu não ficara marcado como um cara que venceu um Slam por acidente e nunca mais fez nada. Sentei no vestiário e agradeci a deus: 'Obrigado, eu consegui'. Ao invés de aproveitar o momento eu estava sofrendo", finalizou.

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Suzana Silva