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Para Becker, luta pelo número 1 recomeça em maio
04/12/2016 às 13h14

Becker ainda não sabe se continua no time de Djokovic para 2017

Foto: Arquivo

Hamburgo (Alemanha) - O alemão Boris Becker, ainda não confirmado no time de Novak Djokovic em 2017, acredita que Andy Murray deverá permanecer na ponta do ranking nos quatro primeiros meses da temporada mas que a luta pelo número 1 estará aberta a partir de maio, quando o escocês sofrerá a pressão da defesa dos pontos.

"Acredito que Murray estará em grande momento durante o Australian Open e deverá se manter na ponta do ranking nos Masters norte-americanos de março, porque foi o período em que não jogou bem em 2016", afirma o experiente treinador ao Daily Mail.

No entanto, o alemão acredita que Djokovic terá chance de iniciar uma reação e assim abrirá luta pela volta à liderança a partir de maio. "A partir daí Murray estará sob maior pressão. Uma coisa é você jogar sem nada a perder, mas é um jogo completamente diferente quando você é o favorito. Isso é a consequência natural de ser o número 1. Existem responsabilidades e expectativas, que por vezes podem ser enormes".

Na análise do seu trabalho com Nole em 2016, Becker dividiu a temporada em duas partes. "A primeira parte do ano foi incrivelmente bem sucedida e concluímos com o tão sonhado troféu em Roland Garros. Foi ali em Madri e depois em Roma quando pudemos perceber que havia um novo concorrente a caminho (Murray). Então, por ter vencido tanto, Djokovic pareceu cansado por algum motivo. Mudou de interesses, passou mais tempo com a família. As pessoas esquecem que, para alcançar o sucesso, muitas vezes é preciso ser egoísta e se isolar do mundo".

Becker no entanto é cauteloso quando perguntado se Djokovic poderá retomar a hegemonia total do esporte. "Não estou dizendo que ele vá ganhar tudo de novo, mas estou convicto que estará mais concentrado no tênis em 2017 do que neste segundo semestre". Ele evitou falar da renovação de contrato. "Ainda não posso dizer. Gostei muito do que fizemos nos últimos três anos. Não tenho arrependimentos, foi uma caminhada incrível".

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