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Bia Haddad prioriza trabalho fisico e autocontrole
01/03/2016 às 09h30

Bia está voltando de cirurgia no ombro direito

Foto: Eric Visintainer
Mário Sérgio Cruz
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São Paulo (SP) - De volta ao circuito depois de ficar seis meses longe do tênis por ter operado o ombro direito, Bia Haddad Maia coloca como prioridade para 2016 uma evolução no trabalho físico e psicológico pensando a longo prazo. Assim, a canhota de 19 anos coloca resultados em segundo plano, apenas como frutos de um bom trabalho realizado.

"O principal objetivo esse ano ficar saudável e bem fisicamente, independente de resultado", disse Bia Haddad ao TenisBrasil. "Zero expectativa de ranking e torneios, o foco é só em melhora de físico e na parte de meditação e autocontrole", acrescentou a jovem jogadora.

A canhota paulista sofreu um descolamento na cápsula anterior do ombro direito e passou por cirurgia em agosto para corrigir o desvio. O ombro já a incomoda desde 2013, quando fraturou a cabeça do úmero após uma queda em quadra. À época houve um pequeno descolamento na cápsula, que não a impedia de jogar, mas o probelma se agravou na última temporada.

"Coloquei três âncoras para grudar o úmero. Na outra vez só parei porque quebrou, mas não precisei operar", explica Bia, que também já teve problemas nas costas, mas desde que realizou uma artroscopia na coluna lombar, em outubro de 2013, não sente mais os efeitos da lesão.

Atualmente apenas na 270ª posição, Bia já esteve no 148º lugar em junho. Embora tenha direito ao chamado 'ranking protegido', por ter ficado fora até janeiro de 2016, ela não pensa em usá-lo para continuar a entrar em torneios mais fortes. "Eu tenho um ano para pedir o ranking protegido. Nos primeiros meses a gente não pensa em usar, porque estou pensando no meu físico e minha evolução".

A jogadora morou dos 15 aos 18 anos em Santa Catarina, onde treinou primeiro com Larri Passos e depois com Marcus Vinicius Barbosa, o Bocão. O trabalho anteiror foi encerrado na época da cirurgia. Ela agora vive no Rio de Janeiro e treina na Academia Tennis Route, coordenada por João Zwetsch e Duda Matos. "Conversei com o João e o Duda que cuidavam da Academia e também falei com o Thiago (Monteiro) que já treinava lá. Foram os que mais me deram a opção de ir para o Rio".

"Fui muito bem recebida, gosto muito de trabalhar e está sendo um bom começo", avaliou sobre este início de preparação. "Acredito muito no Alex Matoso (preparador físico). Estamos vendo em quais pontos estou mais confortável e onde preciso melhorar", comentou a tenista de 1,84m. "Sou uma jogadora grande e muito forte. Acho que poucas pessoas podem ter a força que eu tenho, mas também é mais difícil para eu me locomover".

Em 14 partidas neste começo de ano, Bia venceu nove e perdeu cinco, com destaque para as semifinais no Guarujá e em Bertioga, em quadras de piso sintético. Ela parou na estreia do Rio Open para a ex-top 30 Sorana Cirstea, e foi surpreendida nas oitavas no saibro de São Paulo há uma semana. Seus próximos compromissos serão em Campinas e Curitiba. A canhota paulista agora viaja o circuito com o técnico argentino Martin Gando, que já treinou a compatriota Paula Ormaechea.

"Nas duas primeiras semanas consegui desfrutar bastante dos torneios", contou a paulista, que também já venceu um ITF de duplas este ano. "Tenho um trabalho novo com o Martin, treinador argentino com quem estou viajando. A gente vai um conhecendo ao outro, e numa relação de atleta e técnico é muito importante criar esse laço para saber onde poder entrar e melhorar. Acho que ele me deixou tranquila para fazer o que eu gosto e tem me ajudado bastante".